Maringá, 09 de Abril de 2020
OdontoAtual Della Pizza
 
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ADEMAR SCHIAVONE
Memórias de um bom sujeito
 

VELHECER É MELHOR QUE MORRER JOVEM

O deputado federal Ricardo Barros, a maior liderança política da cidade e uma das maiores do Paraná, com projeção nacional destacada, faz aniversario hoje: cinqüenta anos, dos quais vinte e um dedicados só à política.
Começou em 1988 já como candidato a prefeito.
Era o azarão do páreo.  Não tinha nenhuma chance de chegar à frente. 
Nas pesquisas iniciais tinha meio por cento de votos.  Fez uma campanha baseada em executar o projeto João-de- Barro, para construir casas populares e o passe integrado dos coletivos, onde se pagaria apenas uma passagem de ponto a ponto.
Soube aproveitar com maestria o tempo que o PFL (hoje DEM) possuía no horário gratuito de rádio e televisão e bateu forte nos dois projetos de governo.
Jovem, bem apessoado, bonito de aparência, conquistou o eleitorado, principalmente as mulheres e os jovens.
Ganhou a eleição no dia em que completava vinte e nove anos de idade.
O mais jovem dos prefeitos da cidade até hoje.
Foi um prefeito moderno, diferente, empreendedor.
Reduziu a equipe enorme de secretários municipais para apenas cinco e um gerente que coordenava a todos na parte financeira.
Divulgou Maringá como ninguém  havia feito até então.
Como adversário do governo estadual – os dois com quem conviveu – não recebia nenhuma ajuda  e, por isso,  procurou apoio no governo federal.
Com a eleição de Fernando Collor em 1989, tornou-se amigo do presidente e conseguiu o que queria: recursos para todos os seus projetos.
Em quatro anos fez mais de quatrocentas obras.
Como elegeu apenas dois vereadores, criou uma maioria confortável com o Grupo dos Treze, onde tinha maioria e aprovava ou rejeitava tudo o que queria.
Ademais foi extremamente correto com os adversários a quem chamava de concorrentes ao mesmo cargo.  Na sua gestão não houve perseguição e nem retaliação aos adversários.  Todos eram tratados como cidadãos. Com muito respeito.
Dentro da sua modernidade de governar, criou as Escolas e Creches Cooperativas, com um plano de gestão público-privado que deu aos adversários um mote para combatê-lo na campanha de 1992. Era um projeto moderno e eficiente.
No inicio da gestão fez um aumento significativo nos impostos dos imóveis localizados na área mais valorizada da cidade e baixou para as classes sociais mais carentes.  Foi outro mote muito grande para seu principal adversário: Said Ferreira, o preferido nas pesquisas para sucedê-lo, o que de fato, aconteceu.
Em maio de 1992 convidou-me para ser o presidente do SAOP, cargo que estava vago há vários meses.
Foi desafiador e incisivo:  “você queria ser prefeito para servir a cidade. Agora é a hora de ajudar.  Venha participar deste final de governo.  Tenho uma missão que vou passar prá você: construir a segunda pista da Avenida Morangueira, transformar a rua Demetrio Ribeiro em avenida ligando a Herval à Colombo e fazer da Lauro Verneck outra avenida ligando a Duque de Caxias a Colombo”.
E mais: “pelo menos deixar tudo pronto para que o Hospital Regional seja construído”.
O hospital não conseguiu.  Pelo menos o projeto original foi aproveitado pelo Jairo e o HMM está funcionando. Com verba que ele conseguiu como deputado.
Tudo para ele era fácil.  Só não contava com a saída do presidente Collor. O dinheiro que sobrava para as obras parou de vez e nem sequer havíamos iniciado as obras nas avenidas.
Mas fomos à luta.
Com os recursos guardados e com a boa vontade de empreiteiros de asfalto – destacando-se ai a Conterpavi – conseguimos realizar todas as obras sem ficar devendo nada aos prestadores de serviços e de obras.
Terminamos a Avenida Morangueira – desde a Colombo até o trevo da Kakogawa – no ultimo sábado do ano. 
Infelizmente não pudemos fazer a inauguração.  Uma horda aliciada pelos seguidores do prefeito eleito, comandada pelo vice, fez piquetes, manifestações e impediu a solenidade que tínhamos programado.  E não foi só a da Morangueira: o mesmo ocorreu dias antes quando entregamos ao publico a Herval e a Duque ligadas à Colombo, sem festa de inauguração.
O Ricardo sempre foi um chorão.  Emociona-se com facilidade e chora mesmo. De alegria ou de raiva.  Foi a primeira vez em que o vi chorando copiosamente.
Dias depois quando entregava o governo, chorou de  novo por duas razões: a felicidade de ter realizado uma excelente administração e raiva pela postura de seguidores do sucessor, inventando uma fuga inexistente pela janela do gabinete do prefeito.
Em 1994 elegeu-se deputado federal.
Uma campanha difícil, sem dinheiro, sem estrutura, mas com uma equipe de voluntários grande e decidida. A sua determinação e o apoio decidido da sua mulher, Cida Borghetti, fez a diferença.
Foi reelegendo-se seguidamente. Com facilidade.
Galgou os degraus mais altos e, pela tenacidade, inteligência e dedicação, transformou-se numa das figuras mais respeitadas do Congresso Nacional.
Quando Fernando Henrique era o presidente acabou líder do governo na Câmara.
Com a eleição de Lula viu-se obrigado pelo seu partido a apoiar o governo e o PT que ele sempre combateu. Apoiava ou mudava de partido.
Virou vice-líder do governo na Câmara e soube como ninguém aproveitar do cargo para trazer recursos para Maringá e demais cidades onde tem liderança.
Nunca a nossa cidade recebeu tanto dinheiro publico. Tornou-se a que mais recebeu, proporcionalmente, no Brasil inteiro.
Todas as obras de vulto da administração de seu irmão, o atual prefeito Silvio II – rebaixamento da linha férrea, vila olímpica, contorno norte, parque do Japão, casas populares –  além de outras de menor porte, são feitas com o dinheiro que o Ricardo trouxe. E continua trazendo aos montes.
Seu pai, Silvio Barros, que foi vereador, deputado estadual, deputado federal e prefeito, dizia que seu nome - Ricardo – era em homenagem ao Rei Ricardo, o coração de leão.
Nunca um nome caiu tão bem.
Dá para chamá-lo de coração de leão.
Ele sabe fazer acontecer. Em todos os sentidos.
Agora, ano que vem, quer ser senador.  Tarefa difícil.  Mais um desafio para o então menino que ousou um dia candidatar-se, sem nenhuma estrutura, ao cargo de prefeito da cidade onde nasceu.
Ricardo Barros é um bom sujeito.  Leal para com os amigos.  Sincero com ele  mesmo, não sabe ser demagogo.  Tem faísca adiantada.  Decide na hora todos os assuntos que lhes são propostos. Sabe valorizar os companheiros e, é por isso, que a leva de voluntários fieis permanece e aumenta a cada eleição.
Há pouco tempo virou avô.
Não sabe conter a felicidade quando está com a neta.
Ricardo Barros, um bom sujeito.
Aliás, um ótimo sujeito.
Feliz cinqüenta anos, vovô Ricardo Barros.
 
COISAS DA VIDA I

Assistir programa eleitoral na TV dá enjôo na gente.  O dessa semana foi o do PTB.  Como os demais, só demagogia barata e promessas que jamais cumprem.  Até o chefe do mensalão, Roberto Jeferson, que continua presidente nacional do partido, apareceu e defendeu coisas indefensáveis. Que coisa mais ridícula.

COISAS DA VIDA II

Roberto Requião machucou o pé quando o palanque em que se encontrava desabou em Paiçandu. Dizem que foi o peso do pecado do governador e dos demais presentes.  Ou a praga jogada pelos gays que se sentiram ofendidos por pronunciamento que fez dias antes.

COISAS DA VIDA III

Em São Paulo, a Marcha para Jesus, uma caminhada do povo evangélico pelas ruas da capital paulista, reuniu um milhão de pessoas.
No Rio de Janeiro a passeata publica dos gays e assemelhados, reuniu um milhão e duzentas mil pessoas.
Que coisa não?

COISAS DA VIDA IV

A ministra Dilma Rousseff, que vai ser eleita presidente do Brasil no que vem, parece que aprendeu com o Luizinho a dizer besteiras e se desdizer pouco depois.  O apagão é coisa que pode se repetir sim senhor. Mas ela, na ânsia de ficar bem com o eleitorado, se esguia e fala bobagens dispensáveis.
Afinal os beneficiados com a Bolsa Família chegam a mais de quinze milhões.

O MST recebe um bilhão por ano para fazer invasões e destruir propriedades produtivas.  Hoje tem mais baderneiros no MST que nas forças armadas.
E vem aí outros benefícios que visam somente aliciar eleitores para elegê-la.
É por isso que, tenho certeza, ela será eleita ano que vem. 

NÃO PERCA TEMPO; ESTEJA SEMPRE OCUPADO COM ALGUMA COISA ÚTIL; ELIMINE TODAS AS AÇÕES DESNECESSÁRIAS.

 
  
Os artigos, conceitos e opiniões pessoais são de inteira responsabilidade do autor.
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