Alternativa Bicicleta
Quem nunca teve uma bicicleta quando criança? Anos atrás, ter e saber andar de bicicleta eram questões de sobrevivência. Diversão para uns, esporte para outros, este simpático veículo foi perdendo espaço nas cidades.
As crianças trocaram a bike pelo vídeo-game e computadores; os adultos substituíram-na pelos veículos motorizados como alternativa de transporte. Diante deste panorama, há ainda espaço para as bicicletas nas vias das grandes cidades?
Criada no século XIX na Europa, a bicicleta é utilizada por mais de um bilhão de pessoas no mundo. Ocupando o terceiro lugar mundial em produção, as indústrias brasileiras são capazes de fabricar quase seis milhões de unidades por ano. A frota nacional de bicicletas ultrapassa 65 milhões de peças, a quinta maior.
Favorecido pelo clima tropical, pedalar no Brasil é fácil, comparado com os demais países. Ainda assim, o custo de uma unidade gira em torno de trezentos reais – muito mais barato do que uma motocicleta ou carro popular. Além disso, a bicicleta não necessita de combustível para utilização, sendo grande aliada do meio ambiente. A manutenção é barata e, às vezes, esta pode ser efetuada pelo proprietário.
Face aos constantes engarrafamentos, a bicicleta deve ser pensada como alternativa para o transporte público. As condições geográficas maringaenses fomentam a prática, dado ao plano terreno da cidade. As últimas tentativas de aperfeiçoamento do trânsito de Maringá (via poder público) amenizaram a situação. Todavia, o cerne do problema não é somente criar condições de tráfego para os veículos. Torna-se necessário um transporte rápido, barato e que ocupe poucos espaços. A saída, é claro, são as bicicletas.
Pensar a Maringá do futuro é pensar uma cidade com bicicletas. Para isso, ciclovias devem ser construídas, motivando as pessoas para que se unam à causa. Estacionamentos exclusivos também precisam existir, pois ainda não há nenhuma iniciativa deste sentido. Quem sabe com políticas públicas específicas para a bicicleta os habitantes da “Cidade Verde” não redescubram este veículo, esquecido na já tardia infância.
* Tiago Valenciano é graduado em Ciências Sociais e Mestrando em Ciências Sociais pela UEM.