| 02.06.2009 |
| Violência e maioridade penal discutidas |
Teve início ontem, em Maringá, no Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora da Glória, o Encontro Regional de Assessores da Pastoral da Juventude do Paraná. O evento começou nesta segunda-feira, às 18h30, com a realização de uma Santa Missa.
De acordo com o assessor da PJ em Maringá, Luiz Fernando Rodrigues, o encontro acontecerá até quinta-feira, sendo que as discussões serão promovidas diariamente das oito às 22 horas. O encerramento será dia quatro de junho com um almoço.
O encontro, promovido pelo regional Sul II da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), tem a presença do Bispo referencial e o assessor nacional do Setor Juventude da CNBB, dom Eduardo Pinheiro, da secretária da Pastoral da Juventude (PJ) no Brasil, Hildete Emanuele e do padre que assessora a PJ no País, Gisley Azevedo.
A PJ foi reconhecida pelo Conselho Nacional de Juventude (Conjuve) como a maior organização de jovens do País, sendo que em Maringá são cerca de 80 grupos distribuídos nas mais diversas paróquias da Arquidiocese, que engloba 23 municípios.
O curso ocorre há vários anos e é destinado às pessoas que realizam o acompanhamento dos trabalhos de evangelização da juventude nas dioceses do Estado, sendo que nesta edição o número de participantes deverá ser de aproximadamente 45 representantes.
Este ano, as discussões serão em torno da violência e realidade juvenil e o projeto que prevê a redução da maioridade penal, em pauta no Congresso.
“O encontro promove a discussão entre os representantes que acompanham a evangelização dos jovens. A preocupação está em conhecer a realidade dos jovens e consequentemente encontrarmos soluções para preservar as crianças e adolescentes, que são o presente e o futuro do País”, comenta Rodrigues.
Luiz Fernando Rodrigues ainda relatou que a Pastoral da Juventude está organizando um movimento contrário ao projeto que encontra-se no Congresso, sobre a redução da maioridade penal, pois a entidade defende a vida e acredita que os altos índices de violência não devem ser atribuídos a idade e sim a falta de políticas públicas e investimentos na educação, infraestrutura, saúde e em outros segmentos, considerados essenciais para garantir a boa formação do cidadão.
“Por mais que os jovens votem aos 16 anos, eles ainda não estão prontos para responder por seus atos. A discussão deveria giram em torno das políticas públicas, pois a falta delas induz o jovem a se atirar na marginalidade. A igreja está tentando trazer os jovens para junto dela, contudo é preciso fazer algo para mudar a realidade que vivemos, de jovens roubando, matando e indo para o mundo do tráfico. Os jovens estão sem esperança no coração e ao invés de optarem pela igreja e família, optam por uma vida leviana e de dinheiro fácil. Assim como a Pastoral da Juventude, a igreja, está fazendo sua parte, a família também deve chamar a responsabilidade para si, porque a família educa, escola promove conhecimento e igreja é o alicerce, é a união com o supremo, com o sagrado, com Deus”, defende Rodrigues.
Hildete Emanuele classifica a realidade vivida pela juventude como gritante e afirma que a criança tem a família como a primeira noção de sociedade e que esta precisa ser estruturada, pois depois a criança começa frequentar a escola, brincar na rua e ter contato com outras forma de sociedade, que podem gerar transtornos se a primeira não foi positiva.
“Analisamos a redução da maioridade penal como algo fora de cogitação, já que a igreja defende a vida, uma vida com abundância e feliz. Queremos uma juventude decente e o encontro é promovido com esse objetivo, o de discutirmos o assunto que assolam nossas crianças e jovens e então nos deparamos com o desafio, o de mudar a realidade, tomar atitudes para promover a diferença e conscientizar os jovens de que Deus está presente em nossas vidas e nos dará força para mudarmos o que está errado no mundo”, disse Emanuele.
Danyani Rafaella
Foto: Reprodução |
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