| 10.06.2010 |
| Paralisação do MTE completa 65 dias |
Os funcionários do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) continuam ainda em greve. A paralisação completou dois meses no último dia cinco de junho e afeta as pessoas que precisam dos serviços do órgão, como é caso da emissão da carteira de trabalho e o recebimento do recurso do seguro desemprego.
Esta é a segunda paralisação dos servidores do ministério em um período de seis meses. A primeira greve começou no dia cinco de novembro de 2009 e terminou no dia 15 de dezembro do mesmo ano.
Juntas, as duas paralisações somam mais de 100 dias de greve e, neste período, estima-se que mais de 10 mil carteiras de trabalho deixaram de ser emitidas no Paraná.
De acordo com o Sindicato dos Servidores Públicos Federais em Saúde, Trabalho, Previdência Social e Ação Social do Estado do Paraná (Sindprevs/PR), as principais reivindicações são: Plano de Carreira com remuneração justa, jornada de trabalho com atendimento de 12 horas em dois turnos de seis horas e melhores condições de trabalho para melhor atender a população.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que há a necessidade da manutenção de alguns serviços essenciais à população, como a confecção de carteiras de trabalho e os recursos de seguro desemprego, por isso, a partir do dia 21 do mês passado determinou que 50% dos servidores retornassem ao trabalho.
Segundo o Sindprevs/PR, está em andamento um dissídio no STJ que deverá ser julgado na próxima semana. No Estado, 30% a 40% dos funcionários do órgão estão de braços cruzados. Em Maringá, metade dos servidores estão trabalhando e por dia estão sendo disponibilizadas 54 senhas.
Fabiane Giandotti
Foto: Arquivo Maringá Mais |
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