| 17.07.2010 |
| Maringá registra 6.220 notificações de casos de dengue |
A Secretaria de Saúde divulgou mais um boletim de casos de dengue notificados e confirmados até o início desta sexta-feira. Até ontem, a Saúde contabilizou 6.220 notificações, 3.086 confirmados e um óbito em Maringá.
Devido ao grande número de casos registrados, as ações para combater os focos do mosquito continuam na Cidade e são adotadas em caráter permanente, já que o número de casos continua crescendo, porque desde sexta-feira passada até a tarde de ontem, 136 novos casos foram confirmados. Há algumas semanas esse número não para de crescer, sendo que o aumento semanal nunca é inferior a uma centena.
Para combater os focos do mosquito as ações continuam iguais na Cidade, ou seja, agentes ambientais que estão visitando as residências e orientando a população maringaense, contudo, a população deve fazer a sua parte, eliminando todos os recipientes que possam acumular água parada, pois mais de 90% dos focos do mosquito estão dentro das residências ou nos quintais, nos resíduos ou lixo, nas tinas e reservatórios de água, nos pratos de vasos e nos pneus.
Conforme o secretário de Saúde, Antônio Carlos Nardi, a prevenção é a única arma contra a doença e a melhor forma de se evitar a dengue é combater os focos de acúmulo de água, locais propícios para a criação do mosquito transmissor da doença.
GRIPE A
Os casos da Influenza A (H1N1), gripe suína, acompanhados pelo município, até a tarde de ontem, somente sofreram alterações o número de notificados, de 1.001 para 1.061. Os demais dados continuam iguais, 18 positivos e um óbito.
A recomendação das autoridades é para que a população redobre as medidas de prevenção, que consistem em: lavar bem as mãos com água e sabão, evitar tocar os olhos, boca e nariz após contato com superfícies, não compartilhar objetos de uso pessoal, cobrir a boca e o nariz com lenço descartável ao tossir ou espirrar e manter os ambientes arejados, com portas e janelas abertas, pois estas são as melhores armas contra a nova gripe.
Gripe, resfriados e rinite
O Ministério da Saúde alerta sobre sintomas de gripe e resfriados durante o inverno, quando a população deve reforçar hábitos de higiene e ter atenção especial com crianças e idosos. O alerta também enfoca os riscos de tomar remédio por conta própria e a necessidade de procurar um serviço de saúde ao surgirem sintomas.
A recomendação surge em um momento em que o País tem registrado temperaturas baixas em quase todas as regiões e a previsão para os próximos dias, de acordo com Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, é de muito frio.
De acordo com o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, com as temperaturas em queda, a população deve ficar atenta, pois durante o inverno é comum o aumento das doenças respiratórias transmissíveis, como gripes e resfriados, porque a queda de temperatura, o ar mais seco e a maior concentração de pessoas em ambientes fechados favorecem a circulação dos diversos tipos de vírus respiratórios, como os vírus influenza, que causam gripe, tanto a sazonal quanto a H1N1.
De acordo com dados preliminares do Sistema de Vigilância-Sentinela de Influenza do MS, na primeira semana de junho deste ano, já foi observado, em todo o território nacional, um aumento no número de atendimentos por síndrome gripal.
O conjunto de sintomas que costumam aparece em pacientes com gripe, como febre, tosse e dor de cabeça, entre outros, foi responsável por aproximadamente 15% do total de atendimentos nas 62 unidades de saúde responsáveis por monitorar os casos de influenza.
A gripe é uma doença respiratória aguda causada pelo vírus influenza e tem como principais sintomas febre, congestão nasal, tosse, dor de garganta, dores musculares, dores nas articulações e coriza.
A gripe é uma infecção autolimitada, que resulta em cura completa devido à reação do próprio organismo ao vírus, por isso, na maioria das vezes, a pessoa se recupera rapidamente, mesmo sem medicamentos. No entanto, há casos em que a gripe manifesta-se de forma mais grave, exigindo inclusive internação hospitalar.
Febre alta permanente e dificuldade para respirar são sintomas que podem indicar o agravamento do quadro do paciente, principalmente se isso ocorrer nos grupos considerados de maior risco para influenza (crianças menores de dois anos e pessoas maiores de 60 anos, gestantes, portadores de doenças crônicas, diabéticos, hipertensos, transplantados, pessoas com baixa imunidade ou em tratamento de Aids e câncer).
Mais leve e menos demorado, o resfriado frequentemente é confundido com gripe. Embora parecidos, os sintomas do resfriado são mais brandos e duram menos tempo, entre dois e quatro dias. Em geral, as pessoas apresentam tosse, congestão nasal, coriza, dor no corpo e dor de garganta leve. No resfriado, a febre é menos comum e, quando aparece, é baixa (até 37 graus).
O resfriado também é uma infecção viral e pode ser causa por diversos tipos de vírus. Os mais comuns são o rinovírus, os vírus parainfluenza e o Vírus Sincicial Respiratório – este último, geralmente, acomete mais as crianças. As mesmas medidas preventivas usadas para gripe, como os hábitos de higiene, também devem ser adotadas para prevenir resfriados.
Outra doença que também tem sintomas parecidos e que pode ser confundida com a gripe é a rinite alérgica. Os principais sintomas são espirros, coriza, congestão nasal e irritação na garganta. A rinite alérgica não é uma doença transmissível e sim crônica, provocada pelo contato com agentes alérgenos, como poeira, pêlos de animais, poluição, mofo e alguns alimentos.
Danyani Rafaella
Foto: DIV |
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