Maringá, 22 de Janeiro de 2019
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03.01.2018
Ulisses projeta ano positivo em 2018
Em conversa com o prefeito de Maringá, Ulisses Maia (PDT), licenciado do cargo até o dia 19 deste mês, promessas defendidas na eleição e ainda não executadas foram garantidas para os próximos anos. Ao notar diferença entre o legislativo e o executivo, também afirmou que apesar de todas as dificuldades, 2017 foi um ano positivo para Maringá e a administração e que o objetivo para 2018 é ampliar o trabalho desenvolvido.

Sem mudanças programas para o primeiro escalão do governo, todos os secretários serão mantidos, porém, mudanças sistemáticas devem ser colocadas em prática a fim de ampliar a economia dos recursos públicos ao mesmo tempo em que a eficiência é garantida. Com 30% das promessas cumpridas em 25% de gestão, Maia faz a defesa do bem estar da população e dos cuidados com os serviços que são oferecidos de forma pública. Longe de polêmicas, o objetivo principal para 2018 é aumentar o ritmo de trabalho e concretizar o plano de crescimento de escolas e postos de saúde.

JP: Como que você avalia este primeiro ano como chefe do executivo.
Ulisses: Um ano extremamente positivo. Em tese, este seria o mais difícil dos quatro anos de gestão, muito porque a gente ter feito uma ruptura de uma gestão que vinha há 12 anos trabalhando. Reduzimos os cargos comissionados de 540 para 150. Foi uma redução grande, sem transição. Além disso, depois das eleições a administração cancelou muitas licitações que estavam e andamento o que atrapalhou um pouco. Apesar disso, nós conseguimos ter um ano com mais resultados concretos do que no ano anterior. Uma equipe técnica, preparada, capacitada e os resultados a população sentiu na Cidade.

JP: Das promessas feitas em 2016, vocês fizeram um levantamento e acompanhamento sobre qual a porcentagem de medidas que já foram realizadas ou pelo menos estão encaminhadas?
Ulisses: Mais de 30%. Para o primeiro ano é um saldo muito positivo. Vamos manter e até tentar ampliar ainda mais o ritmo para que tudo seja colocado em prática.

JP: Com avaliação positiva em diversos aspectos em 2017, como você projeta o ano de 2018 para a gestão em Maringá? No caso da saúde, por exemplo, os atendimentos especializados serão mantidos neste ritmo atual?
Ulisses: Será um ano de muito trabalho. Muito há de ser feito. Nós não vamos manter o mesmo ritmo de 2017, nós vamos acelerar. De tudo o que aconteceu, nós provamos que é possível fazer com melhor gestão do recurso público. Como você falou, na saúde, por exemplo, os números apontam índices surpreendentes. Nós pegamos uma lista de espera de 15 mil pessoas, muitas vezes por meses e anos, e nós fizemos mais de 80 mil consultas, com uma equipe menor e com os mesmos recursos. Ultrassom tinha uma fila de 9,7 mil pessoas e nós zeramos. Tomografia e ressonância tinham 1,8 mil pessoas e nós zeramos. A maior parte das filas nós zeramos, consultas especializadas também. Nós vamos acelerar ainda mais pra 2018. O Hospital Municipal era subutilizado. Ele tinha 30% de ocupação. Nós levamos ocupação total. Fizemos 5 mil internamentos, 20 mil consultas e 5 mil cirurgias que não eram realizadas no Hospital. Nós priorizamos o ser humano, o atendimento a pessoa. Não achamos justo que um cidadão em uma cidade rica como Maringá não tenha atendimento. Se outras gestões não fizeram isso antes é um mistério. Aliás, fizemos isto economizando. Uma das características do nosso mandato é a economia dos recursos públicos. Como a economia do prédio do Procon, em R$ 9 mil por mês. O prédio da Agência do Trabalhador, com quase R$ 80 mil por ano de economia também. Todos mudando para prédios melhores.

JP: Você avalia algum ponto ou uma proposta em 2017 que pode ser entendido como uma frustração por não ter tido o resultado esperado e, por isso, será prioridade para 2018?
Ulisses: Frustração eu não digo, mas a percepção de que a estrutura burocrática é excessiva. Aqui mesmo na minha mesa tem um monte de documentos e processos para assinar. A estrutura é muito burocrática. A burocracia às vezes não atende no prazo que nós gostaríamos. Por conta da burocracia, principalmente na licitação, obras importantes nós vamos fazer agora em 2018. Claro que queríamos ter feito em 2017, como as seis pernas dos viadutos no Contorno Norte e outro viaduto, já duplicado, na Avenida Américo Belay. Essas são obras que, claro, teria o maior prazer de já ter iniciado, mas a burocracia que envolve Dnit, Caixa, Prefeitura, acaba atrasando. Não é uma frustração, mas uma constatação de que a burocracia é excessiva. Algo que poderia ser feita em seis meses demora muito mais. A burocracia que requer prazos e fases ela é normal. Como vereador e como cidadão nós sempre questionamos os erros, não um procedimento que muitas vezes é fundamental. Estamos tratando com processos que valem milhões de reais. A burocracia tem que ser importante para os cuidados com os recursos públicos. Tem que ser útil para evitar erros. Por exemplo, o novo terminal, as obras estavam paradas por erros. Na Avenida Morangueira também eram erros que impediam os avanços. Os viadutos do Contorno Norte, erro no projeto. Avenida Carlos Borges, erro no projeto. Isso eu sempre contestei e vou continuar contestando.

JP: Uma medida que não era utilizada com frequência e foi implementada no segundo semestre de 2017 se deve a municipalização de um serviço público, como a coleta de lixo. Apesar do pouco tempo de funcionamento na cidade, cerca de cinco meses, é possível fazer uma avaliação, inclusive disso servir como exemplo para outras localidades?
Ulisses: A avaliação é que nós estamos economizando R$ 16 milhões por ano que ia para o bolso de alguém. O contrato foi provado o superfaturamento dele. O Ministério Público, juiz em primeira instância e o Observatório Social identificaram e reconheceram isso. Eu não sou contra terceirização, desde que tenha diálogo e seja benéfico ao poder público. Agora, uma privatização em que você beneficia alguém e não o poder público você não pode aceitar. O que nós fizemos foi trazer de volta, os coletores já tinham na Semusp, eles estavam esperando. A coleta convencional está de forma excelente, não há registro de reclamações da coleta convencional, e o município está economizando.


JP: Para 2018 há mais algum setor em que a gestão pensa em municipalizar?
Ulisses: Nem todas as áreas são possíveis de se municipalizar. Estamos pensando em uma mudança do sistema que é na área de manutenção de veículos. Isso consome muito dinheiro. Estamos com alguns estudos. É ideia parte da frota ser locada. É ideia continuar a manutenção no novo sistema de cartão onde a cada serviço você cadastra as empresa e a cada serviço você passa o sistema e onde estiver o menor preço você faz o serviço. Também no combustível e outros serviços, nós vamos mudar a forma de executar para economizar.

JP: Também de interesse da Prefeitura, o Horto Florestal é um ponto prioritário para a gestão. Você acredita que 2018 é o ano da tão esperada reabertura do Horto?
Ulisses: Esta é a nossa vontade. Estamos trabalhando muito pra isso. Tive muitos contatos com a Companhia [Melhoramentos Norte do Paraná]. Estamos terminando um entendimento e a meta, pode ser que não dê, mas a meta é abrir em maio. A Cidade faz 71 anos e acho um problema muito grande um espaço daquele, com toda aquela riqueza, ficar fechado sem as pessoas poderem curtir aquilo.

JP: Com toda esta expectativa para o novo ano, como você imagina que estará Maringá no final de 2018, em linhas gerais?
Ulisses: Com novas escolas, novas creches e novos postos de saúde. O Hospital da Criança, se não em fase de construção, pelo menos em fase final de implementação. Obras fundamentais como os viadutos do Contorno Norte e a duplicação da Avenida Carlos Borges em fase final. O Terminal Intermodal com previsão de acabar em setembro de 2019 espero que esteja na fase final. Também desejo a inauguração das 23 áreas de lazer, com campos de futebol sintético, alambrado, iluminação, parque infantil e áreas de convivência. Para o início de 2019 espero que tenha muito mais resultados positivos do que no início de 2018. Para sair do papel precisamos apenas trabalhar, trabalhar e trabalhar.

Matheus Gomes
Foto - Márcio Naka
 
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