Maringá, 23 de Junho de 2018
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25.12.2008
Ministério da Saúde criará UPA na Cidade
O Ministério da Saúde investirá R$ 193 milhões para a construção de 126 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) em todo o Brasil e Maringá será uma das cidades beneficiadas.

A implantação das UPAs faz parte da execução do Programa Mais Saúde, destinado a qualificar o SUS em suas diversas áreas e a meta é acabar com a superlotação de hospitais, reduzir as filas de espera para o atendimento médico e prestar um atendimento de urgência altamente qualificado.

A proposta das unidades é prestar atendimento emergencial de baixa e média complexidade 24 horas por dia aos portadores de quadro clínico agudo e atender às diversas demandas da população, especialmente à noite e aos fins de semana, quando a rede básica e o Programa Saúde da Família não funcionam.

Em Maringá, como nas outras cidades, a UPA receberá a população e avaliará cada situação e os pacientes poderão ser tratados e liberados, permanecer em observação por até 48 horas ou removidos para um hospital. Em casos de natureza cirúrgica ou trauma, a unidade fará o primeiro atendimento, a estabilização e o diagnóstico.

“A criação da Unidade de Pronto Atendimento é uma política complementar de urgência e emergência e seguirá o padrão estabelecido pelo Ministério da Saúde, a planta já está pré-aprovada, os edifícios que abrigarão a UPA são iguais em todas as cidades, os aparelhos serão idênticos e na Cidade a unidade será construída anexa ao Hospital Municipal, que também já tem pronto atendimento 24 horas”, disse o secretário de Saúde de Maringá, Antonio Carlos Nardi.
A implantação das novas UPAs privilegiará regiões metropolitanas com, no mínimo, 50 mil habitantes, locais onde existe uma Rede Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) implantada, municípios onde o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é baixo e o atendimento hospitalar é precário.

TIPOS
As UPAs são classificadas em três diferentes portes, em regiões com cobertura populacional maior que 50 mil habitantes. Em regiões de menor porte, serão instaladas salas de estabilização com a presença de um médico para o atendimento das urgências mais observadas em cada localidade. As salas também ajudarão no apoio ao atendimento de pacientes em estado grave, nas regiões onde o Samu é regional, em municípios com grande extensão rural ou comunidades isoladas.

As UPAs contarão com salas de estabilização, com dois leitos e equipamentos para o acompanhamento de pacientes em estado grave, e cada unidade terá ainda consultórios de pediatria, clínica médica, odontologia e ortopedia, além de laboratório clínico e salas de raios-x, gesso, sutura, medicação e nebulização.

A estratégia de atendimento das UPAs está diretamente relacionada ao trabalho das equipes de resgate do Samu, pois as equipes são responsáveis pela primeira intervenção e pelo atendimento imediato ao paciente e como funcionam como centrais reguladoras, são capazes de diagnosticar a gravidade do caso e decidir o encaminhamento dos pacientes para UPAs ou hospitais.
A Cidade receberá uma UPA de porte III, ou seja, terá 200 a 300 mil habitantes como cobertura da população na região, os atendimentos médicos por dia poderão ser de 301 a 405 pacientes, o número mínimo de médicos por plantão será de seis, distribuídos entre pediatras e clínicos gerais e os leitos de observação serão de 13 a 20 unidades.
“O projeto foi apresentado para o Ministério da Saúde há algum tempo, e quando solicitamos uma UPA no município queríamos uma do tipo três, pois atende nossas necessidades, porque o Samu é regionalizado, atende Maringá, Sarandi e outras cidades vizinhas e a demanda é superior a 400 mil pessoas”, explica Nardi.

PROGRAMA
O projeto das Unidades de Pronto Atendimento 24 horas foi criado em 2002, a partir da Política Nacional de Atenção às Urgências, do Ministério da Saúde e atualmente, existem 81 UPAs em oito estados, Pará, Rio de Janeiro, Sergipe, Bahia, Paraná, Espírito Santo, Mato Grosso e Tocantis.

Os municípios que aderem às UPAs precisam ter o serviço de Samu habilitado ou estar em processo de aprovação do projeto e entre os requisitos, o município deve se comprometer a atingir no mínimo 50% de cobertura do Programa Saúde da Família na abrangência de cada UPA, no prazo máximo de dois anos.

No Paraná, haverá uma UPA de porte I em Campo Largo e uma UPA de porte III em Maringá, sendo que o total para os investimentos consistem em R$ 3 milhões para essas duas unidades.
“A data para a Unidade de Pronto Atendimento operar em Maringá ainda não está definida, pois não há previsão de prazos a serem cumpridos, entretanto, a intenção do ministério não poderia ser melhor, incrementar o serviço de urgência e emergência e, com isso, esvaziar a superpopulação desnecessária em hospitais”, finaliza Nardi.

Danyani Rafaella
Foto: Arquivo JP
 
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