Início Destaques do Dia Passa de 500 o número de maringaenses vítimas do “falso WhatsApp” 

Passa de 500 o número de maringaenses vítimas do “falso WhatsApp” 

Foram exatas 520 pessoas que fizeram boletins de ocorrência na Delegacia de Estelionato só este ano.

O número corresponde a 20% do total das ocorrências atendidas pelo órgão em 2022. O golpe com o WhatsApp não é novo e apesar das advertências frequentemente tornadas públicas pelas autoridades policiais, as pessoas continuam caindo. O golpe vai desde a clonagem da conta de um usuário até a criação do chamado ‘falso perfil’. Primeiro o falsário copia o número e a conta da vítima escolhida, passando tudo para outro aparelho. No segundo passo, o golpista pega a foto e o nome da pessoa e, se passando por ela em um número de celular diferente, pede dinheiro a um parente ou a um amigo muito próximo. 

Há na Delegacia de Estelionato de Maringá inúmeros relatos de maringaenses que caíram no golpe do ‘Falso WhatsApp’. Segundo o especialista em segurança digital, Clemilson Correia, este tipo de golpe continua em alta, por mais advertência que as autoridades de segurança façam por meio dos veículos de comunicação. O número de queixas registrado na Delegacia de Estelionato de Maringá de janeiro a março é 20% maior do que todos os outros crimes investigados por esta delegacia especializada. 

A Polícia Civil informa que quase sempre os golpistas conseguem as informações das vítimas por meio de vazamentos de dados de empresas de tecnologia ou telefonia. A Delegacia de Estelionato até já elaborou uma cartilha com dicas simples para evitar o golpe, mas as instruções pouco tem adiantado. De acordo com recomendação das autoridades policiais “a primeira dica é permitir a visualização da foto da conta do usuário apenas para contatos autorizados. A outra, e mais importante, é ficar sempre atento a mensagens de conhecidos, com números diferentes do tradicional, pedindo dinheiro ou transferências bancárias”. 

Para Clemilson Correia, “se proteger deste tipo de golpe é uma tarefa que exige atenção tanto das empresas quanto dos usuários”.  Na verdade, são duas frentes, diz o especialista, orientando que “ uma frente é o fornecedor, o desenvolvedor de software e o fabricante. Eles precisam tomar medidas que possam autenticar um usuário como verdadeiro, como real. Algumas redes sociais utilizam etiquetas azuis que confirmam que aquele usuário foi verificado, por exemplo. O WhatsApp poderia fazer isso, não faz, mas poderia fazer. […] Por outro lado, os usuários. É necessário, no mundo em que estamos hoje, de recebermos uma educação digital. Nós fomos incluídos digitalmente, a nossa região. [..] Mas a educação digital é preciso ocorrer”. Em tempo: o telefone da Delegacia de Estelionato de Maringá é (44) 3309-3200. 

Redação JP
Foto – Reprodução

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