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Polícia ainda sem pista dos criminosos que mataram seis operários

A suspeita é de que haja mais vítimas, além dos seis trabalhadores  paranaenses mortos e carbonizados em Joinville, Santa Catarina.

Os seis operários que estavam carbonizados dentro de um carro na zona rural de Joinville eram das cidades paranaenses de Palmas e União da Vitória. Eles foram contratados por uma empresa terceirizada para executar serviços de roçadas em redes de energia elétrica no município catarinense. Mas na casa onde estavam hospedados haviam outros quatro trabalhadores que até ontem à tarde encontravam-se desaparecidos. A Polícia Científica já identificou os mortos mas ainda não divulgou os nomes, embora nas cidades de origem deles, familiares já sabem do ocorrido e o clima entre os habitantes é de perplexidade e revolta.

Pelo que revelaram os agentes policiais que investigam a chacina, os operários teriam sido torturados antes de morrer. A casa onde eles se hospedavam foi totalmente destruída pelo fogo no último domingo. Consta que no dia do crime o imóvel, localizado no bairro conhecido como Morro do Meio, foi invadido e incendiado por um grupo de 20 pessoas. Antes de atearem fogo na casa, que havia sido alugada pela empresa contratante, os criminosos sequestraram os trabalhadores, os colocaram em três carros e os mataram em um matagal. Depois colocaram os seis corpos em um dos carros e tocaram fogo no veículo. Nenhum envolvido na chacina foi identificado ou preso.

O delegado Dirceu Silveira Júnior, da Delegacia de Homicídios, de Joinville, informou que só se sabe que teria havido um desentendimento entre uma das vítimas e um dos suspeitos do crime. Horas depois da discussão o homem com quem um dos operários teria batido boca, foi à casa dos trabalhadores acompanhado de outros dezenove e a violência extrema e absurda aconteceu. Os carros usados para transportar as vítimas até o local da execução pertenciam à empresa terceirizada, que prestava serviço para a Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina)  e estavam no pátio da casa incendiada.

Redação JP
Foto – G1

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