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Maringá participa de estudo que avalia sequelas da covid-19

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Maringá está entre os seis municípios do Paraná que vão participar da segunda etapa de coleta dados do estudo nacional para avaliar as sequelas do coronavírus na população. A Epicovid 2.0: Inquérito nacional para avaliação da real dimensão da pandemia de COVID-19 no Brasil, pesquisa comandada pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA) do Ministério da Saúde e encomendado à Universidade Federal de Pelotas (UFPel) começou na última segunda-feira.

Ao longo deste mês equipes farão visitas domiciliares e entrevistas com 250 participantes em cada uma das seis cidades do Estado: Curitiba, Guarapuava, Maringá, Londrina e Ponta Grossa. Em todo o Brasil, 33.250 pessoas que tiveram coronavírus serão entrevistas em 133 municípios. O intuito é reunir informações detalhadas para orientar a criação de políticas públicas voltadas para o tratamento das condições pós-covid, também conhecidas como (covid longa), que são as sequelas da doença.

“A Epicovid 2.0 faz parte do trabalho de fortalecimento do monitoramento da Covid-19, que o Ministério da Saúde vem realizando desde maio de 2023”, diz a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), Ethel Maciel.

Segundo a secretária, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 20% das pessoas, independentemente da gravidade da doença desenvolvem condições pós-covid. Neste sentido é necessário apurar os dados referentes ao Brasil para expandir serviços, como atendimento neurológico, fisioterapia e assistência em saúde mental.

Conforme o epidemiologista Pedro Hallal, que irá coordenar o estudo, a expectativa é que o período de coleta dos dados dure entre 15 e 20 dias. “O Epicovid 2.0 é uma nova fase do estudo iniciado em 2020. Embora agora não estejamos mais sob uma pandemia grave como tivemos, o vírus continua na sociedade e seus efeitos na vida das pessoas também. Esse agora é o nosso alvo, entender o impacto da doença na vida das pessoas e das famílias brasileiras”, diz.

DINÂMICA

A pesquisa utilizará informações de 250 cidadãos de cada uma das cidades que já fizeram parte das quatro rodadas anteriores do trabalho científico em 2020 e 2021. Desse modo, equipes de entrevistadores visitarão as casas para ouvir os moradores a respeito de questões centradas em pontos como: imunização, histórico de infecção pelo coronavírus, sintomas de longa duração e os efeitos da doença sobre o cotidiano.

Todos os participantes serão selecionados de modo aleatório, por sorteio. Apenas uma pessoa por domicílio responderá ao questionário. Hallal explica que diferente das primeiras fases da pesquisa, na atual não existirá qualquer tipo de coleta de sangue ou outro teste de coronavírus.

Além do Ministério da Saúde estão diretamente envolvidas no estudo a Universidade Católica de Pelotas (UCPel), Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Fundação Getúlio Vargas (FGV). 

Da Redação
Foto – Reprodução

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