
A Associação de Terapia e Harmonia Canábica (Semear) em parceria com o Núcleo de Pesquisas em Participação Política (Nuppol/UEM) começou um projeto de extensão nesta semana para mapear a demanda de acesso à cannabis medicinal em Maringá. A atitude quer custear a formulação de políticas públicas de saúde que atendam aos pacientes e famílias da Cidade que precisam do uso terapêutico da cannabis medicinal.
O projeto de extensão faz o mapeamento da demanda pelo medicamento no município por meio de um questionário online, que não identifica os respondentes. O link para acessar o questionário está sendo divulgado nas instituições de saúde do município, nas clínicas especializadas, universidades e em outros lugares que atendam pacientes e familiares com condições tratáveis pela cannabis medicinal. Os resultados das informações coletadas serão divulgados junto à sociedade e ao poder público.
Dessa forma, o aumento expressivo dos estudos sobre os benefícios do tratamento com derivados de canabinoides e da prescrição desses medicamentos resulta da positiva resposta observada nos tratamentos de autismo, câncer, depressão, doença de Alzheimer, epilepsia refratária, esquizofrenia, fibromialgia e dor crônica, mal de Parkinson, transtornos de ansiedade, entre outros transtornos, doenças e síndromes.
Segundo a Agência Senado, políticas públicas com esse foco estão presentes em cidades como Salvador, Porto Alegre, Mogi das Cruzes, Ribeirão Pires, São Paulo, Goiânia, entre outros. Estados como São Paulo, Alagoas, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Nortes, Piauí, além do Distrito Federal, que vêm avançando por meio da discussão ou mesmo aprovação de programas ou políticas para incluir os medicamentos entre os assegurados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Da Redação
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