
O Instituto Ambiental de Maringá (IAM) assinou ontem, 22, a Ordem de Serviço com a Universidade Livre do Meio Ambiente (Unilivre), dando início a um projeto estratégico voltado ao enfrentamento das mudanças climáticas e à gestão sustentável da drenagem urbana. A iniciativa visa identificar e solucionar problemas de alagamentos e degradação ambiental, especialmente em fundos de vale.
De acordo com José Roberto F. Behrend, diretor-presidente do IAM, “hoje assinamos a ordem de serviço para o projeto estratégico de enfrentamento às mudanças climáticas e gestão dos recursos hídricos. Ao longo do primeiro ano de gestão, identificamos diversos pontos de alagamento. Com este projeto, vamos iniciar uma série de ações técnicas para melhorar e recuperar essas áreas.”
Cristiano Cavali, diretor de engenharia e arquitetura da Unilivre, ressaltou a importância da parceria para Maringá: “Essa iniciativa reflete a vanguarda da cidade em qualidade de vida. Vamos estabelecer projetos para mitigar e eliminar problemas de alagamentos e inundações recorrentes.”
O levantamento do IAM aponta que Maringá possui 40 pontos de erosão em fundos de vale e 50 áreas identificadas como suscetíveis a alagamentos, problemas que têm se agravado com as mudanças climáticas. A parceria com a Unilivre prevê a elaboração de estudos técnico-científicos e projetos executivos que utilizem soluções baseadas na natureza, técnicas de bioengenharia e ações integradas de adaptação e mitigação climática.
Entre as metas do projeto está a construção de um Plano de Drenagem Urbana, que servirá como guia para intervenções de curto, médio e longo prazo, contribuindo para a redução de riscos, proteção da população e melhoria da qualidade ambiental e urbana do município.
O projeto coloca Maringá em alinhamento com cidades pioneiras no Brasil na adoção de estratégias climáticas, como Curitiba, que já possui plano de mitigação e adaptação, abrangendo arcabouço legal, inventário e redução de emissões de gases, economia circular e participação da sociedade.
Da Redação
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