Início Maringá Retrospectiva 2025: Veja os fatos que marcaram Maringá

Retrospectiva 2025: Veja os fatos que marcaram Maringá

A retrospectiva é uma prática que nos permite olhar para trás e revisitar os fatos, com o propósito de aprender com as experiências passadas e aplicar esse conhecimento no presente e no futuro. Com o encerramento de 2025, o Jornal do Povo relembra, a seguir, as principais chamadas que marcaram o cotidiano ao longo do ano.

JANEIRO

7 – População reclama de abandono no Cemitério

No início do ano, moradores expressaram preocupação e indignação com as condições do Cemitério Municipal, que, segundo relatos, sofria com o abandono e a falta de manutenção adequada. Familiares de sepultados denunciaram a falta de limpeza, o crescimento de mato e a ausência de infraestrutura básica no principal cemitério da Cidade. A falta de limpeza no cemitério era uma das maiores queixas dos frequentadores. Relatos indicavam que a vegetação tomava conta de grande parte do local, com mato alto e entulho acumulado em diversos pontos.

15 – Prefeitura rompe contrato e assume asilo

As secretarias de Assistência Social, Saúde, Educação e Defesa Civil, com o comando da Procuradoria-Geral do Município e a Secretaria de Governo, mobilizaram servidores municipais para oferecerem apoio aos idosos do Asilo São Vicente de Paulo por um período inicial de 30 dias. A ação visava assegurar que os idosos não ficasse sem cuidados, depois que os colaboradores da empresa terceirizada deixaram de comparecer ao local por causa da falta de pagamento dos salários por parte da empresa.  

24 – Cidade terá Zona de Processamento de Exportação

A Prefeitura de Maringá lançou na ocasião o processo de criação de uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE) na Cidade. O projeto, amparado pela legislação federal que regulamenta as ZPEs, tem como objetivo a instalação do maior data center de inteligência artificial da América Latina, voltado ao processamento de dados com o uso de Inteligência Artificial (IA). A iniciativa visa impulsionar o desenvolvimento industrial no município, aumentar a competitividade econômica e gerar novos postos de trabalho, por meio da oferta de benefícios e de incentivos fiscais e cambiais exclusivos. 

FEVEREIRO

7 – Cidade recupera R$ 63 milhões desviados

A Justiça Federal, através do juiz Anderson Furlan, determinou que R$ 63 milhões desviados da Prefeitura de Maringá no maior escândalo de corrupção da Cidade voltem aos cofres públicos. O dinheiro foi usado pelo secretário de Fazenda na década de 1990, Luiz Antônio Paolicchi para compra de duas fazendas no interior do Mato Grosso do Sul e também na compra de uma empresa que ele tinha na região. Dessa forma, a Justiça Federal tem um processo contra Paolicchi por sonegação fiscal, pois ele utilizava o dinheiro ilegal para comprar imóveis e não prestava contas. A Justiça Federal entendeu que o dinheiro ao invés de ficar com o Governo Federal, precisa voltar para onde saiu.

15 – MISTÉRIO – Barracão da Prefeitura está lotado de lixo

Uma denúncia apurada pela Redação do Jornal do Povo acabou revelando parte do que era armazenado nos barracões das secretarias de Infraestrutura e Limpeza Urbana (Seinfra e Selurb) da Prefeitura de Maringá, que funcionam no antigo IBC, na avenida Francisco Ferreira Miranda. O grande mistério é achar os responsáveis por guardar toneladas de lixo destinado para a coleta seletiva que deveriam ser destinados para as cooperativas de reciclagem e tomam conta de dois barracões há pelo menos um ano. Para limpar a montanha de lixo seriam necessárias cerca de 1.000 viagens de caminhões da coleta, que não tinha local para descartar o material retirado.

28 – Estacionamento da Catedral será rotativo

Na época, com a recente liberação dos novos bolsões de estacionamento rotativo construídos na Praça da Catedral, a Cidade se encaminhava para ampliar o sistema de Estacionamento Rotativo (EstaR), com a possibilidade de implementar a fiscalização em novas áreas. Nos bolsões da Catedral, que ainda não possuem previsão para início do sistema EstaR, as placas indicativas do estacionamento rotativo foram cobertas por agentes municipais, buscando evitar a confusão dos motoristas.

MARÇO

15 – Centro registra aumento de moradores de rua

Os moradores, comerciantes e autoridades se reuniram para discutir o crescimento significativo de pessoas em situação de rua na região central da Cidade e os impactos dessa realidade no cotidiano da população. Dados do Cadastro Único (CadÚnico) do Governo Federal, compilados pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome mostraram um aumento de 50% na população em situação de rua no intervalo de apenas um ano. De acordo com a plataforma, eram 565 famílias em situação de rua na cidade até agosto de 2023.

25 – Avenida 19 de Dezembro ganha terceira faixa

A Secretaria de Mobilidade Urbana iniciou a operação da terceira faixa de rolamento na Avenida 19 de Dezembro, no sentido Centro, entre a Avenida Colombo e a Praça 7 de Setembro. A medida visava melhoria no fluxo de veículos durante os horários de pico, com a faixa liberada de segunda a sexta-feira, das 6h30 às 8h30, e proibição de estacionamento no período. O objetivo da nova faixa de rolamento era reduzir o congestionamento na região, que se intensificava devido ao crescimento de bairros ao redor da Avenida Mandacaru, que desembocam na 19 de Dezembro.

28 – ILUMINAÇÃO – Prefeitura retém pagamento e aplica multa

A Prefeitura de Maringá não efetuou o pagamento integral à empresa responsável pela decoração das árvores durante o evento “Maringá Encantada 2024”, que ocorreu entre 15 de novembro de 2024 e 5 de janeiro de 2025. Na ocasião, apenas 30% do valor total do contrato, firmado em outubro de 2024 no valor de R$ 4,7 milhões, foi pago. O pagamento completo deveria ser concluído até abril deste ano, mas a administração municipal optou por reter o saldo restante devido ao descumprimento de cláusulas contratuais pela empresa.

ABRIL

8 – Espelhos de trânsito são irregulares na Cidade

Moradores do bairro Jardim Cerro Azul enfrentavam sérios problemas de segurança devido à falta de sinalização adequada e ao estacionamento irregular, situação que se agravou após a reforma do asfalto na via. Durante as obras, as placas e faixas de sinalização que delimitavam as áreas de estacionamento foram removidas, mas não houve reposição, gerando confusão e insegurança tanto para motoristas quanto para pedestres. Uma das soluções sugeridas pelos moradores foi a instalação de espelhos de trânsito nas curvas da rua, especialmente nas áreas de descida, a fim de melhorar a visibilidade e reduzir os riscos de colisões. No entanto, a Prefeitura de Maringá esclareceu que os espelhos de trânsito não são regulamentados pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) ou pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e o município só pode implantar o que é regulamentado pelos órgãos competentes.

11 – Cidade não está em lista de mais arborizadas

Conhecida por suas ruas arborizadas, parques e planejamento urbano sustentável, Maringá, reconhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2022 como “Cidade Árvore do Mundo” não apareceu no ranking Casa Vogue das 10 cidades mais arborizadas do Brasil, segundo levantamento publicado em 2024 pelo MapBiomas. O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) esclareceu que, oficialmente, não elabora um ranking das cidades mais arborizadas. No entanto, o monitoramento realizado anualmente pelo MapBiomas, aponta quais são os municípios com maior área de vegetação urbana, tanto em valores absolutos (hectares) quanto relativos (porcentagem da área urbanizada).

MAIO

8 – Obras estão atrasadas e somam R$ 147 milhões

Treze obras da educação em Maringá, entre construções e reformas de escolas e CMEIs (Centros Municipais de Educação Infantil), estavam com prazos atrasados, segundo informações da Prefeitura. Com investimentos que somam R$ 147 milhões, os projetos enfrentavam entraves administrativos, contratuais e até judiciais, comprometendo o cronograma de entrega e impactando diretamente a infraestrutura da rede municipal de ensino. Entre os casos mais críticos estava a construção da Escola Municipal Jardim Santa Alice, que deveria ter sido concluída em 18 de abril, mas permanecia sem conclusão, e o Complexo Educacional no Jardim Espanha, com 71,51% de conclusão.

23 – Mobilidade urbana fará correções em estações

Projetadas para facilitar a integração do transporte coletivo e melhorar a mobilidade urbana de Maringá, as estações de transbordo Kaneo Shiozaki, na Avenida Morangueira e Shigueo Arai, na Avenida Kakogawa enfrentam desafios que comprometem sua funcionalidade e geram transtornos ao trânsito, principalmente nessa última. A Estação Kaneo Shiozaki, localizada na Avenida Morangueira, permite a passagem de veículos por dentro da estrutura, o que favorece o fluxo e reduz congestionamentos. Já a Estação Shigueo Arai, no cruzamento das avenidas Kakogawa e Américo Belay, tem estrutura diferente: não há passagem pelo meio, e os motoristas são obrigados a contornar toda a estação, já que o desenho viário não comporta a entrada simultânea de dois veículos, o que gera lentidão e riscos de colisões.

27 – Abrigo teve 2 fugas de crianças no mesmo dia

O domingo foi marcado por situações controversas envolvendo a administração municipal e a área de proteção a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. Pela manhã, o prefeito Silvio Barros e a Secretaria da Criança promoveram uma caminhada com o tema EU PROTEJO, no Parque do Ingá, para conscientizar a população sobre a importância de cuidados e atenção com menores. Já no período noturno, o prefeito participou de uma busca pela Cidade para encontrar crianças atendidas pelo Abrigo Municipal que fugiram duas vezes do local alegando maus tratos. A primeira fuga ocorreu depois das 20 horas com participação de sete crianças entre 7 e 11 anos. O grupo foi encontrado na região do Maringá Velho pela Polícia Militar. Das sete crianças que retornam ao Abrigo, cinco fugiram novamente pouco tempo depois e foram encontradas por um comerciante da Avenida Mandacaru que ligou para a polícia.

JUNHO

6 – Semáforos operarão em modo intermitente 

Uma proposta apresentada pelos vereadores Mário Hossokawa e Angelo Salgueiro alterava a legislação municipal para melhorar a segurança no trânsito durante a madrugada. O Projeto de Lei nº 17.293/2025, já aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça, propõe que os semáforos da Cidade operem em modo amarelo intermitente das 01h às 5h, inclusive aos finais de semana, uma mudança em relação à atual Lei nº 6.964/2005, que permite essa operação apenas de segunda a sexta-feira, entre 1h e 6h. O objetivo era reduzir o tempo de espera nos cruzamentos durante a madrugada e evitar situações de vulnerabilidade, especialmente em vias com maior histórico de criminalidade, como a Avenida Colombo e o Contorno Sul (Sincler Sambati). O projeto virou lei.

25 – Serviços em horário de pico geram críticas

Moradores de Maringá relataram transtornos no trânsito na tarde do dia 24, devido à execução de serviços de pintura viária pela Prefeitura em plena hora de pico. A intervenção ocorreu por volta das 13h, ao longo da Avenida Paraná, uma das principais vias da Cidade, e deixou o tráfego em meia pista, causando lentidão e insatisfação entre os motoristas. Segundo relatos, servidores municipais realizavam a sinalização de solo justamente em um dos períodos de maior movimento do dia.

26 – Maringá tem recorde de multas de trânsito

O número de infrações de trânsito registradas em Maringá entre janeiro e maio de 2025 atingiu um novo recorde histórico. De acordo com dados oficiais divulgados pela Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) foram aplicadas 196 mil multas no período, o maior volume já registrado na Cidade para os cinco primeiros meses do ano. O levantamento mostra um aumento considerável em relação aos anos anteriores. Em 2024, foram 186.148 autuações no mesmo intervalo, enquanto em 2023 o número ficou em 76.601.

JULHO

 9 – Novos cargos na Câmara custarão R$ 3 milhões

A Câmara de Maringá aprovou na época da reportagem, em duas votações realizadas em sequência, a criação de 25 novos cargos comissionados, em uma medida que poderá gerar um impacto de aproximadamente R$ 2,9 milhões por ano ao orçamento do Legislativo. O projeto foi aprovado em regime de urgência, com 16 votos favoráveis e sete contrários e foi debatido em sessão ordinária e em sessão extraordinária convocada logo na sequência, ambas com o mesmo placar. Votaram contra o projeto: Daniel Malvezzi, Cris Lauer, Mário Hossokawa, Giselli Bianchini, Angelo Salgueiro, Mário Verri e Professora Ana Lúcia.

 12 – Educação, UBS e Paço estão sem materiais

A falta de materiais básicos para uso diário nas secretarias municipais continuava gerando reclamação e indignação dos servidores da Prefeitura que relataram alguns casos para a reportagem do Jornal do Povo. Na época, a falta de papel sulfite e óleo de cozinha causou revolta nos pais dos alunos e nos funcionários da Secretaria de Educação. Com essa situação resolvida, a gestão municipal enfrentava outros problemas de abastecimento que refletem no descontentamento dos servidores e na urgência de planejamento e licitações para suprir a necessidade de cada departamento.

 19 – Terminal Rodoviário não possui ambulatório

Um acidente ocorrido na noite do dia 16, na rodoviária de Maringá, voltou a expor uma deficiência histórica da estrutura do terminal: a ausência de um ambulatório para atendimento imediato. A situação reacende o debate sobre a urgência da implantação de uma sala de primeiros socorros no local. Na ocasião, um trabalhador responsável pelo controle de passageiros foi atropelado por um ônibus da linha Cianorte–Curitiba, após o motorista perder o controle do veículo e colidir contra um dos pilares do terminal. A vítima sofreu ferimentos moderados e foi atendida somente após a chegada do Samu. O caso reforçou que, em casos de emergência, o protocolo é acionar o Samu ou o Siate, já que não há estrutura médica fixa no terminal. Vale destacar que, em 2005, a Câmara aprovou a Lei nº 6814, que determina a implantação de uma sala de primeiros socorros no Terminal de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de Maringá.

31 – Semob flagrou quase 300 motoristas sem CNH

Desde o início de 2025 até a época da reportagem, 294 motoristas foram flagrados dirigindo sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em Maringá, segundo dados da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob), o que representa um condutor irregular detido a cada 18 horas na Cidade.

Além dos condutores totalmente sem habilitação, outros 40 motoristas foram flagrados dirigindo com a CNH suspensa ou cassada, e 80 conduziam veículos com a carteira vencida há mais de 30 dias, o que também configura infração.

AGOSTO

12 – Contêineres prejudicam estacionamento

Em Maringá, a presença de contêineres ocupando vagas de estacionamento segue gerando insatisfação entre motoristas, mesmo com uma lei específica para disciplinar o uso desses equipamentos. Em vigor desde 6 de abril de 2023, a Lei Ordinária nº 11.669 de autoria do vereador Mário Hossokawa, que estabelece regras para instalação e permanência de contêineres permanentes e temporários no município. Pela norma, os contêineres permanentes, destinados ao acondicionamento de lixo e detritos, devem ficar no limite da propriedade com o passeio público.

 28 – Lauer entra para história como 1ª edil cassada

Com 20 votos favoráveis, Cris Lauer foi a primeira vereadora cassada na história de Maringá; professor Pacífico assumiu a cadeira na Câmara

Sem comparecer na sessão especial que decidiu seu futuro político e a permanência no cargo de vereadora, Cris Lauer não acompanhou no plenário a votação que cassou seu mandato. O advogado de defesa da vereadora também não compareceu no julgamento, optando por não fazer a defesa oral prevista no regimento da Câmara Municipal de Maringá. Cris Lauer é a primeira vereadora cassada na história da Cidade e também perde, no momento, os direitos políticos por 11 anos.

SETEMBRO

 13 – Saúde fica fora do PAC e perde R$ 70 milhões

Maringá foi excluída do novo pacote de recursos do Governo Federal destinado à construção de unidades de saúde. A decisão se baseia no não cumprimento de prazos de execução de obras aprovadas em 2023, ainda na gestão anterior. As informações constam em um relatório da Secretaria de Saúde, encaminhado ao poder Legislativo. Na época, o município foi contemplado com R$ 5,3 milhões por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para duas obras: uma Unidade Básica de Saúde (UBS) no Jardim São Clemente (R$ 2,78 milhões) e um Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD III) na Zona Norte (R$ 2,57 milhões). No entanto, de acordo com o relatório, nenhuma das obras foi iniciada.

 24 – Acessibilidade ainda é um problema na Cidade

Moradores com deficiência de Maringá reforçavam as críticas à falta de acessibilidade na Cidade. Rampas quebradas, calçadas irregulares e estruturas inadequadas continuavam sendo obstáculos diários para quem possui algum tipo de deficiência. É o caso de Danielle Cristina Almeida, maringaense diagnosticada com esclerose múltipla há cerca de oito meses. A doença autoimune afeta sua mobilidade, equilíbrio e outras funções motoras e desde então, ela passou a vivenciar com mais intensidade as barreiras existentes no cotidiano urbano da Cidade. Ela chamou atenção para o descumprimento da norma ABNT NBR 9050, que estabelece diretrizes de acessibilidade em calçadas e espaços públicos.

OUTUBRO

 1º – Câmara aprova e IPTU pode ter aumento de 30%

A Câmara de Maringá aprovou na ocasião, em primeira discussão, o projeto de lei complementar nº 2393/2025, que atualiza o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para o exercício de 2026. A proposta, encaminhada pelo poder Executivo, previa um reajuste de 5,3% na base de cálculo do imposto e a redução do desconto concedido sobre o valor venal dos imóveis, de 40% para 25%. Essas medidas combinadas devem resultar em um aumento médio de 30,3% no valor do IPTU cobrado dos contribuintes em relação a 2025.

10 – Cemitério não tem mais covas disponíveis

A superlotação do Cemitério Municipal de Maringá voltou a gerar preocupação e pressão por parte do Legislativo. Na época da reportagem, a Câmara Municipal aprovou o Requerimento nº 1.917/2025, de autoria do vereador Angelo Salgueiro, que solicita à Prefeitura informações sobre a possível construção de um novo cemitério público na Cidade. O pedido parte da constatação de que não há mais covas disponíveis para venda, e o espaço atual não comporta ampliação. “O cemitério chegou ao limite. A população precisa saber se existe planejamento para um novo local. Não dá para empurrar essa situação com medidas paliativas”, afirmou Salgueiro.

14 – Chuva forte abre cratera na Av. São Paulo

Um buraco se abriu no canteiro central da Avenida São Paulo, no dia 13, em Maringá. A abertura ocorreu após as fortes chuvas que atingiram o município entre domingo e a madrugada de segunda, com um acumulado de 77,6 milímetros, segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). A via foi interditada no trecho entre as avenidas Mauá e Horácio Raccanello Filho, e o trânsito foi desviado para garantir a segurança de motoristas e pedestres.

17 – MAFIUSI – Secretário de Fazenda é alvo de operação da PF

A PF cumpriu três mandados de prisão preventiva e 12 mandados de busca e apreensão em Curitiba, Maringá, São Paulo, Santana de Parnaíba, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Ribeirão Pires, Peruíbe e Jardinópolis (SP), expedidos pela 23ª Vara Federal de Curitiba. Entre os envolvidos no esquema internacional de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro constava o Secretário Municipal da Fazenda de Maringá, Carlos Augusto Ferreira, que manifestou surpresa ao receber a desconfortável “visita” dos federais em sua residência logo ao amanhecer dessa quinta-feira.

NOVEMBRO

13 – Prefeitura consta como inadimplente

A falta de pagamento à empresa que forneceu uniformes aos alunos da rede municipal de educação levou o nome da Prefeitura de Maringá para o cadastro de inadimplentes inscritos na Serasa. De acordo com os dados do site “Serasa você consulta”, o CNPJ do município possuía registros de dívidas negativadas, ações judiciais e protestos em cartórios, situação que provoca desafios financeiros para movimentar o caixa da Prefeitura, fazer empréstimos e receber verbas públicas. O prejuízo é para o nome da cidade que fica como “devedora” e consequentemente para a população que fica sem melhorias por ineficiência do poder público, que deixou de pagar contas que não chegam a R$ 285,00.

20 – ILUMINAÇÃO – Comissão aponta falhas e propõe ajustes na PPP

A Comissão Especial de Estudos da Parceria Público-Privada (PPP) da Iluminação Pública de Maringá apresentou no dia 19, o relatório final sobre o contrato de concessão firmado entre a empresa Luz de Maringá S.A e a Administração Municipal. O objetivo da comissão foi avaliar o andamento do serviço e subsidiar decisões do Poder Executivo com embasamento jurídico. O relatório identificou fragilidades no detalhamento técnico do contrato, acúmulo de protocolos e falhas no atendimento, além da falta de padronização nas instalações de iluminação pública. Também foram apontadas divergências nos percentuais de modernização: enquanto a concessionária informou ter atingido 46%, o poder concedente calcula cerca de 27%, considerando que parte dos serviços contabilizados pela empresa se refere a manutenção, e não modernização.

DEZEMBRO

5 – Justiça interdita Casa da Criança de Maringá

A Justiça determinou a interdição imediata e a suspensão das atividades da Casa da Criança de Maringá, organização não governamental que atua no atendimento a crianças e adolescentes desde 2002. A decisão, assinada pelo juiz José Cândido Sobrinho, da Vara da Infância e Juventude, atende a uma ação civil pública movida pela 3ª Promotoria de Justiça de Maringá, que apontou uma série de irregularidades estruturais, administrativas e operacionais na instituição. Segundo o Ministério Público, as denúncias foram confirmadas em diversas visitas entre fevereiro e abril deste ano. Entre os problemas identificados estavam falta de energia elétrica, inclusive com ligação clandestina, ausência de funcionários para o cuidado das crianças, precariedade na higiene, mato alto no pátio, paredes sujas e descascando e até indícios de que o salão do prédio estaria sendo usado como moradia.

12 – DEDO DURO – Programa terá gasto inicial de R$ 600 mil

A Prefeitura de Maringá prepara a implantação do “Programa de Incentivo à Cidadania Ativa”, iniciativa que promete pagar recompensas a moradores que apresentarem denúncias capazes de levar autoridades até infratores. A ação, apelidada popularmente de ‘Programa Dedo Duro’. Para o primeiro ano de funcionamento, em 2026, o Executivo estima um gasto inicial de R$ 600 mil, custeado com recursos livres do orçamento municipal. O programa prevê o pagamento de R$ 1 mil por denúncia efetiva. A recompensa será liberada somente quando a informação enviada pelo cidadão permitir a identificação e responsabilização dos autores das irregularidades.

19 – Maringá arrecadará R$ 60 milhões com multas

Maringá ocupa a segunda posição no ranking do Detran-PR em arrecadação com multas de trânsito, ficando atrás apenas de Curitiba. A Prefeitura estima que, em 2026, o município arrecade cerca de R$ 60 milhões com infrações, o maior valor já projetado na história local e também a maior previsão de arrecadação entre os municípios do interior do Estado. Em 2025, a cidade já arrecadou R$ 54 milhões, superando toda a arrecadação de 2024, quando foram somados R$ 48,2 milhões, de acordo com dados do Portal da Transparência. No ano passado, 465 mil autos de infração foram emitidos aos condutores de Maringá. A estimativa inicial para 2025 era de R$ 48,8 milhões, valor que já foi superado antes do fechamento do ano.

JORNAL DO POVO
Foto – Reprodução

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