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Silvio Barros: “2025 colocamos a casa em ordem”

Na última entrevista de 2025 para o Jornal do Povo, o prefeito de Maringá Silvio Barros fala sobre o primeiro ano da gestão e aponta as maiores dificuldades enfrentadas e os novos desafios para 2026. “Eu avalio 2025 como um ano de arrumação, reorganização e preparação para entrega. Foi para colocar a casa em ordem: revisar contratos, reorganizar prioridades e preparar o terreno. Agora o foco é governar daqui pra frente”

Em entrevista, Barros comenta sobre orçamento, infraestrutura, saúde, mobilidade urbana e segurança viária, além de revelar como pretende acelerar a gestão e garantir mais transparência e eficiência para a população.

Jornal do Povo (JP): Quais foram os maiores desafios enfrentados pela gestão em 2025 e como planeja enfrentá-los em 2026?   
Silvio Barros (SB):
2025 foi desafiador, e é claro que eu esperava mais. Enfrentamos problemas institucionais, financeiros, operacionais e políticos, trabalhando com orçamento da gestão passada, o que limitou nossa execução. Tivemos o chamado “apagão das canetas”, com servidores receosos de inovar ou decidir por medo de questionamentos do Ministério Público (MP). Tomamos decisões impopulares, mas necessárias. Em 2026, com orçamento próprio, teremos mais controle e uma agenda clara de entregas, especialmente em Saúde, Educação, Infraestrutura e Segurança.

Sua gestão começa efetivamente em 2026 sem resquícios da passada?

SB: Sim. 2025 foi para colocar a casa em ordem: revisar contratos, reorganizar prioridades e preparar o terreno. Projetos como o Contorno Sul e as duas UPAs já estão em andamento. Agora o foco é governar daqui pra frente.

Há previsão de equilíbrio orçamentário e reforço em transparência e eficiência?  

SB: O objetivo é equilíbrio com capacidade de investimento, não apenas no papel. Recebemos a Cidade com situação fiscal pior do que esperávamos. Em 2026, vamos reforçar controle e fiscalização de contratos e lançar o Maringá + Transparente, que permitirá ao cidadão visitar obras e conhecer ações realizadas com dinheiro público.

Quais as prioridades em infraestrutura e urbanismo?

SB: O foco será mobilidade, drenagem, asfalto, recapes, obras estruturantes e espaços urbanos com função social, com fiscalização técnica e cronograma realista. Um exemplo de postura técnica é o que fizemos no Eixo Monumental: preferimos corrigir o que precisava ser corrigido, com mais segurança e qualidade, do que entregar de qualquer jeito.

Qual a previsão para a conclusão do Eixo Monumental?

SB: O projeto está cerca de 70% concluído. Esperamos entregar até março de 2026, garantindo lazer, convivência, turismo e bom funcionamento para o centro e trânsito.

O que será feito para reduzir mortes no trânsito em 2026?

SB: Investiremos em campanhas de conscientização, sinalização, travessias, tempos semafóricos e fiscalização. Segurança viária não se resolve com um ato. É rotina, técnica e firmeza. Mas vamos investir também em novidades no transporte coletivo e estímulo ao uso do carro compartilhado ou aplicativo.

Qual viagem de 2025 trouxe mais benefícios concretos?

SB: Todas deram bons resultados, mas de forma mais prática, a retomada das relações com Leiria nossa cidade-irmã em Portugal, já trará excelentes resultados em 2026 tanto com o projeto do Parque Português, como com o Festival Medieval.

Haverá mudanças no alto escalão da Prefeitura? 

SB: Eu avalio 2025 como um ano de arrumação, reorganização e preparação para entrega. E eu também já disse: eu cobro minha equipe, porque eu queria mais velocidade. Sobre mudanças: gestão é dinâmica. Onde precisar ajustar para entregar mais, a gente ajusta. O critério é simples: velocidade, entrega, resultado, capacidade de execução e alinhamento com o que a Cidade precisa.

O que os maringaenses podem esperar para 2026?

SB: Podem esperar mais entregas, com a Prefeitura andando no ritmo que Maringá merece. Na Saúde, por exemplo, já foi falado sobre prioridades claras como novas unidades e ampliação de soluções para melhorar imediatamente as estruturas, equipamentos, reduzir filas e tempo de espera. Na Cidade, podem esperar obras com método, fiscalização e prazo de verdade. E podem esperar uma Prefeitura que trabalha para as pessoas.

Alexia Alves
Foto – ASC

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