
Nos últimos 20 anos, 1.014 pessoas morreram em acidentes de trânsito em Maringá, considerando apenas os trechos urbanos. Os dados, contabilizados desde 2006, revelam que a imprudência segue como a principal causa das ocorrências e evidenciam a vulnerabilidade de motociclistas, pedestres e ciclistas.
Do total de vítimas fatais, 558 eram motociclistas, seguidos por 242 pedestres, 125 ocupantes de carros, 88 ciclistas e uma pessoa que utilizava patinete.
A série histórica recente mostra variação no número anual de óbitos. Em 2020, foram registradas 44 mortes. O número caiu para 33 em 2021, voltou a subir para 42 em 2022 e 47 em 2023. Em 2024, foram 38 mortes, e em 2025, 33 óbitos.
Segundo o secretário de Mobilidade Urbana, Luciano Brito, a prefeitura deve intensificar ações educativas para reduzir os índices. “Vamos reforçar os trabalhos de conscientização. Os veículos maiores devem zelar pelos menores, e os motorizados precisam respeitar os não motorizados”.
Além das mortes, os acidentes de trânsito seguem em alta. Em 2025, Maringá registrou 7.307 acidentes, um aumento de 4,5% em relação a 2024, quando foram contabilizadas 6.957 ocorrências. No perímetro urbano, excluindo a Avenida Colombo, a média foi de cerca de 20 acidentes por dia.
O mês com maior número de registros foi outubro, com 684 acidentes. De acordo com especialistas em trânsito, o aumento do fluxo de veículos e as condições climáticas adversas contribuíram para o crescimento das ocorrências.
No ano passado, o excesso de velocidade foi a infração mais registrada no município, fator diretamente associado à gravidade dos acidentes.
Alexia Alves
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