Início Policial Família de Magó ainda espera por condenação do assassino

Família de Magó ainda espera por condenação do assassino

Flávio Campana, identificado e preso desde 28 de fevereiro de 2020  como suspeito pelo assassinato da bailarina maringaense Maria Glória Poltronieri Borges, a Magó, ainda aguarda julgamento. Ele é réu por assassinato com três qualificadoras, incluindo feminicídio e ocultação de cadáver. A morte da bailarina chocou Mandaguari, onde o crime brutal aconteceu no dia 25 de janeiro. Magó tinha ido fazer um passeio ecológico na Cachoeira Massambani, quando foi abordada em uma trilha por Campana, que a violentou sexualmente e depois a matou por estrangulamento.

Filha de Daísa Poltronieri e do publicitário Maurício Borges, Maria Glória era uma bailarina muito conhecida na região e com atuações de sucesso inclusive no exterior. Ela dá nome ao antigo teatro Reviver, localizado à Praça Todos os Santos na Avenida Cerro Azul, em Maringá.

Magó fazia parte da Cia Pavilhão D, de São Paulo, onde ingressou em 2008, para aprofundar o meio das linguagens corporais e as técnicas de balé clássico e dança contemporânea. Desde sua morte, ela é lembrada em campanhas de combate à violência contra a mulher. Para a mãe Daísa, a espera pela condenação do acusado é dolorosa, mas ela diz que encontra alento no símbolo de luta contra o feminicídio em que sua filha se tornou.

Antes de assassinar Magó, Flávio Campana tinha cumprido pena de sete anos por estupro. Ana Clara Poltronieri diz que a demora para o julgamento do assassino de sua irmã, é como se outro crime estivesse sendo cometido. “É uma sensação de mãos atadas. A gente não sabe, tá esperando essa demora, então pra gente é como se fosse um crime também. Anualmente a gente se reúne pra tentar ganhar essa visibilidade da sociedade, da mídia, do poder público, para que a gente tenha esse julgamento exemplar e veloz”, conclui.

Da Redação
Foto: Reprodução

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