
A Secretaria de Saúde, em parceria com a Secretaria de Educação, iniciou ontem, 09, a instalação das primeiras Estações Disseminadoras de Larvicida (EDL), nova metodologia adotada pelo município para o enfrentamento da dengue. A primeira ação ocorreu na Escola Municipal Professor Jean Miranda Euflausino e integra a campanha “Volta às Aulas sem Dengue”.
O município investiu cerca de R$ 3 milhões na aquisição de 3,5 mil estações, além de larvicidas e outros materiais necessários para a manutenção dos equipamentos. Nesta fase inicial, as unidades escolares receberão entre 10 e 30 EDL, de acordo com a metragem de cada espaço.
Desenvolvidas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), as EDL funcionam como armadilhas georreferenciadas. Cada estação é composta por um recipiente plástico com água e larvicida em pó. Os dispositivos são instalados por agentes de combate às endemias, monitorados por meio de aplicativo e passam por manutenção a cada 60 dias.
Segundo a agente de combate às endemias Ana Paula Rodrigues, o equipamento atrai a fêmea do mosquito Aedes aegypti, que, ao entrar em contato com o produto, passa a disseminá-lo em outros criadouros, eliminando as larvas do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.
Além da instalação das estações, o evento contou com apresentação teatral e ações educativas de conscientização, conduzidas pelo Instituto Ambiental de Maringá (IAM). Alunos acompanharam as atividades e demonstraram aprendizado sobre a prevenção da doença.
A vice-prefeita Sandra Jacovós ressaltou a importância do envolvimento da comunidade escolar no combate à dengue. “Temos a tecnologia como aliada, mas também a sensibilização das crianças, que se tornam verdadeiras agentes de combate ao levar essas informações para casa”, afirmou.
O secretário de Saúde, Antônio Carlos Nardi, destacou que a iniciativa fortalece as estratégias já adotadas pelo município. “A dengue é um problema sério e não pode ser banalizado. Além de tecnologias como as EDL, precisamos conscientizar a população. No ano passado, conseguimos reduzir em 80% os casos da doença”, pontuou.
Da Redação
Foto – Rafael Macri
