Início Destaques do Dia Em Maringá, 13% dos postes apresentam irregularidades

Em Maringá, 13% dos postes apresentam irregularidades

A Copel foi multada em R$ 1.030.000 por não cumprir integralmente o prazo estabelecido pela Prefeitura de Maringá para inspeção e retirada de fios soltos nas ruas. O Procon notificou a concessionária para seguir um cronograma de remoção da fiação excedente, que terminou no dia seis de fevereiro.

De acordo com a coordenadora do Procon, coronel Audilene, o órgão emitiu 518 notificações à Copel, a partir de denúncias da população, para vistoriar os postes da Cidade. Das notificações, 11 não foram atendidas, cada uma resultando em multa de R$ 94 mil cada, totalizando o valor da penalidade. Audilene destacou que a retirada do excesso de fios é um trabalho contínuo e simultâneo em toda a cidade, realizado para prevenir acidentes e garantir a organização da fiação aérea.

Em nota, a Copel afirmou que iniciou um cronograma dividido em 16 quadrantes, com inspeções previstas até 23 de outubro, e que tem cumprido o cronograma acordado e atendido as solicitações do Procon. A empresa também aguarda uma reunião com operadoras de telefonia e internet, ressaltando a importância de que essas operadoras respondam pelos seus próprios ativos.

Um levantamento da Copel apontou que 13% dos postes da Cidade apresentam irregularidades técnicas na ocupação feita pelas operadoras, o que corresponde a cerca de 6.700 postes problemáticos entre os 54 mil existentes. Na primeira fase do cronograma, 28 operadoras foram notificadas.

O trabalho de fiscalização da Copel inclui a remoção de fiação irregular. Em agosto do ano passado, a empresa retirou 760 quilos de fios das vias públicas, como parte de uma força-tarefa para organização das estruturas e prevenção de acidentes.

Somente em 2025, o Procon emitiu 449 notificações à concessionária relacionadas a fios soltos; desse total, 363 foram atendidas ou respondidas, enquanto 86 permanecem dentro do prazo para resolução. A Copel é responsável por fiscalizar e notificar as empresas que utilizam os postes por meio de cessão de espaço, incluindo operadoras de telefonia e internet.

Alexia Alves
Foto – RPC

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