
O reajuste do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) em Maringá já começa a refletir no mercado imobiliário e no orçamento dos moradores. Após a atualização da Planta Genérica de Valores, que estava defasada há cerca de 20 anos, os aluguéis tiveram alta média de 20%, segundo levantamento do setor. Como consequência, sete em cada dez inquilinos afirmam estar em busca de um novo imóvel devido ao aumento.
A correção, aprovada pela Prefeitura e que já está em vigor, prevê reajuste inflacionário de 5,3% e redução do desconto sobre o valor venal dos imóveis, que passou de 40% para 25% a partir de 2026. O valor venal é usado como base de cálculo do IPTU, e a redução do abatimento representa a maior parcela do aumento nos aluguéis. A administração municipal afirma que a medida é necessária para compensar perdas significativas na arrecadação e corrigir distorções acumuladas ao longo de duas décadas.
O impacto foi sentido imediatamente pelos inquilinos, já que muitos proprietários optaram por repassar o aumento do imposto para os contratos de locação, especialmente nos casos em que o tributo é responsabilidade do locatário.
Entre os moradores, a preocupação é com o orçamento doméstico. A auxiliar administrativa Juliana Martins, 32 anos, diz que o aumento complicou as contas. “O aluguel já pesa bastante. Com esse reajuste, ficou difícil manter as finanças em dia. Estou procurando um lugar mais barato, mas está simplesmente impossível. Maringá é uma cidade do interior com preços de capital, é impossível”, relata.
Especialistas apontam que o reajuste deve provocar maior rotatividade de contratos e aumento na oferta de imóveis, à medida que inquilinos buscam alternativas mais acessíveis e tentam renegociar valores.
Alexia Alves
Foto – Reprodução
