
Maringá contabilizou 1.048 casos de acidentes envolvendo escorpiões em 2025, com destaque para outubro, que registrou 123 notificações, de acordo com o boletim da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa-PR). O aumento acompanha a tendência estadual: o Paraná registrou 8.117 casos, crescimento de 24,4% em relação às 6.523 ocorrências de 2024.
Segundo especialistas, o aumento dos registros em Maringá está relacionado ao crescimento urbano e às mudanças climáticas, fatores que favorecem a proliferação desses animais.
Durante o ano, a vigilância municipal, em parceria com a população, capturou diversos escorpiões, que foram encaminhados ao Laboratório de Taxonomia do Estado (Labtax) para identificação. Entre as espécies mais comuns destaca-se o Tityus serrulatus, conhecido como escorpião-amarelo, considerado o de maior relevância médica no Brasil devido à toxicidade do veneno.
O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, reforça que o enfrentamento do problema depende de ações conjuntas entre órgãos de saúde e população. “O controle dos escorpiões depende principalmente de ações ambientais e do envolvimento da população. A prevenção começa nos cuidados diários com o ambiente doméstico e urbano”, afirma.
Em Maringá, as ações de vigilância incluem buscas ativas pelos agentes municipais e atendimento a demandas da população. Os escorpiões surgem com mais frequência em períodos de calor e em locais com acúmulo de entulho, quintais mal conservados ou frestas em residências. Esses animais se abrigam em ambientes escuros e úmidos, como terrenos baldios, redes de esgoto e pilhas de lixo, e se alimentam de insetos, aranhas e outros invertebrados.
As autoridades orientam que, ao encontrar um escorpião, a população não deve manuseá-lo com as mãos nem aplicar inseticidas diretamente. O ideal é usar um objeto comprido para capturá-lo ou eliminá-lo com calçado de sola grossa, colocando-o em recipiente transparente fechado para análise ou descarte seguro.
Da Redação
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