
Moradores do Jardim Rebouças vivem com a preocupação constante com um loteamento da região que se transformou em depósito irregular de lixo. Segundo relatos, proprietários de imóveis e pessoas de fora têm descartado entulhos, restos de materiais de construção, móveis e outros resíduos, criando um verdadeiro lixão a céu aberto.
Além do problema ambiental, o local se tornou ponto de risco para acidentes. Jovens realizam manobras perigosas com motocicletas, incluindo rachas e piruetas, colocando em perigo não apenas a própria integridade, mas também a de pedestres e crianças que circulam pelo bairro.
A moradora Ana Paula Ferreira relatou os riscos diários. “É um perigo constante. Além do lixo, que atrai ratos e insetos, os jovens fazem manobras arriscadas. O problema são as pessoas mesmo, vejo gente jogando lixo, móveis, entulhos por aqui, é uma sacanagem”, afirmou.
Especialistas alertam que o descarte irregular de lixo e o acúmulo de entulhos podem gerar proliferação de roedores, insetos transmissores de doenças e ainda prejudicar a drenagem de água, aumentando o risco de alagamentos em períodos de chuva, tornando a ação de limpeza ainda mais urgente.
Segundo a Secretaria de Limpeza Urbana, a equipe iniciou, no último final de semana, um mutirão de limpeza em diversos pontos da Cidade, incluindo o Jardim Rebouças. A ação envolve o recolhimento de resíduos descartados irregularmente, capinação e remoção de entulhos, além do reforço da fiscalização no local para coibir novas infrações. O mutirão terá continuidade nos próximos dias, inclusive aos finais de semana, garantindo manutenção periódica da limpeza em áreas críticas.
A Secretaria lembra que o descarte irregular de resíduos em via pública é crime ambiental, previsto na legislação, e pode gerar multas que variam de R$ 1 mil a R$ 10 mil, além de responsabilização civil e criminal. Os moradores podem contribuir denunciando casos pelo telefone 156, canal oficial de denúncias do município.
Moradores seguem atentos e esperançosos. “A gente vê a Prefeitura se mobilizando, mas também precisamos de conscientização das pessoas que jogam o lixo aqui. Sem colaboração da comunidade, o problema volta rapidamente”, completa Ana Paula.
Alexia Alves
Foto – Reprodução
