
Se alguém me pedir um resumo do que penso de Jesus, pedirei licença aos teólogos e aos demais professores de religião e responderei simplesmente assim: Jesus é azul.
“Deixem que venham a mim as criancinhas, pois o Reino do Céu pertence aos que são semelhantes a elas”. “Felizes os puros de coração, porque verão a Deus”. “Venham a mim todos os que estão cansados e sobrecarregados e eu lhes darei descanso, porque sou manso e humilde de coração”.
Quem diz coisas assim só pode ser alguém maximamente puro e bom. Penso nele como um Espírito azul, semelhante ao céu que vemos nas belas manhãs de outono. Nem um cisquinho, nem um fiapinho de nuvem, só o azul absolutamente azul – limpinho, suave, sereno. Um Espírito boníssimo que envolve a humanidade inteira, tentando fazer de nós seres igualmente bons, serenos, limpos – seres azuis.
Homens e mulheres parecidos com Jesus. Sem ódio, sem rancor, sem inveja, sem rivalidade. Mansos e humildes de coração.
Já houve e continua havendo muita gente assim. Penso em Francisco de Assis, Mahatma Gandhi, Irmã Dulce, Carlo Acutis. Mas penso também em milhões de outras pessoas azuis existentes em todos os lugares do mundo fazendo o bem, ajudando os pobres e os doentes, educando as crianças, amparando os velhinhos, consolando os aflitos, pacificando os desesperados.
Jesus quer que sejamos todos assim, parecidos com ele. Por isso ele fica triste quando vê tanta gente trocando insultos, lançando mísseis, dando de dedo em todo mundo, fofocando, provocando todo mundo pra briga.
Ele está pertinho de nós, dentro de nós, cochichando coisas boas no coração da gente, tentando convencer a gente de que a vida pode ser muito mais alegre e leve se a gente se encher de ternura e paz. Jesus é azul.
A. A. de Assis
Foto – IA
