Início Policial Delegado alerta para a sucessão de crimes de extorsão por homicidas

Delegado alerta para a sucessão de crimes de extorsão por homicidas

Para o delegado Adriano Garcia não denunciar é beneficiar os criminosos

As vítimas são potencialmente familiares de pessoas assassinadas e  comerciantes de Maringá

O delegado Adriano Garcia, da DHPP, emitiu um sinal de alerta para o esquema de extorsão que vem sendo praticado por criminosos que utilizam o medo das pessoas para exigir dinheiro. Por meio de WhastsApp os bandidos se referem a crimes de sangue que acabaram de praticar e ameaçam com novas execuções caso a pessoa contactada não atenda as exigências de transferências bancárias para chaves Pix que eles passam pelo aplicativo. No caso específico de comerciantes, os bandidos  ameaçam roubos, assassinatos e prometem e provocar tiroteios em frente aos estabelecimentos.

“Os homicídios ocorrem e, em seguida, criminosos se aproveitam da situação para entrar em contato com familiares das vítimas e empresários locais, exigindo valores para que novos crimes não sejam cometidos”, explicou Adriano Garcia. Segundo ele, os autores das extorsões geralmente estão  de presídios e usam contas de “laranjas” para receber os valores. “Esse tipo de prática dificulta o rastreamento do dinheiro e a identificação dos responsáveis”, acrescentou o delegado da Delegacia de Homicídios e Proteção da Pessoa de Maringá.

A Polícia Civil ressalta que este tipo de crime não se enquadra na categoria de golpe ou estelionato, mas sim na de crime de extorsão, já que envolve coação mediante ameaça de violência física. A orientação é para que as pessoas não realizem os pagamentos e procurem imediatamente a Delegacia de Polícia para registrar boletim de ocorrência. Muitas vítimas acabam deixando de denunciar por medo ou por achar (erroneamente) que o pagamento os livrará dos tormentos.  “No entanto, essa atitude acaba prejudicando as investigações, já que os criminosos mudam rapidamente de contato e dificultam o trabalho dos investigadores”, conclui o delegado Adriano Garcia.  

Da Redação
Foto – PCPR

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