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Prefeitura suspende decreto que previa fim da escala 12×60 na Saúde

A decisão foi tomada após reunião realizada na manhã desta segunda-feira

A Prefeitura de Maringá suspendeu temporariamente o Decreto nº 634/2026, que determinava o fim da escala 12/60 nas unidades de saúde 24h. O órgão afirma que vai aprofundar a análise sobre as escalas de trabalho na área médica. No sábado (11), os servidores da saúde aprovaram em assembleia estado de greve por conta da medida.

A proposta inicial da Prefeitura era substituir a o modelo 12×60 pela escala 12×36. Segundo o órgão, a medida iria reduzir o volume de horas extras. Já os servidores defendem que a mudança poderia aumentar a carga de trabalho e acarretar em ainda mais horas extras.

Em nota, a Prefeitura de Maringá informa que decidiu suspender temporariamente o Decreto nº 634/2026 para aprofundar a análise sobre a organização das escalas de trabalho na área da saúde.

A decisão foi tomada após reunião realizada na manhã desta segunda-feira, 13, entre representantes das secretarias de Governo, Saúde, Gestão de Pessoas, Procuradoria-Geral do Município e o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Maringá (Sismmar), que solicitou a suspensão da medida.

A administração municipal reforça que a decisão está alinhada à postura de diálogo adotada pelo prefeito Silvio Barros, mantendo canal aberto com os servidores e buscando soluções equilibradas para a categoria e para o serviço público.

A suspensão considera os impactos na rotina dos servidores e permitirá uma avaliação mais detalhada, com foco na melhoria da organização dos serviços de saúde e no atendimento à população.

Enquanto isso, o sindicato relata, em nota, que a força da luta organizada mostrou seu valor. “Após a mobilização construída pelo Sismmar junto aos servidores da Saúde, a Prefeitura de Maringá informou no início da tarde desta segunda-feira que o Decreto nº 634/26, que revoga a tradicional escala 12×60, está temporariamente suspenso.

Desde a última semana, o sindicato vinha cobrando da Secretaria de Saúde informações básicas e indispensáveis sobre a medida, como sua legalidade, a suposta economicidade anunciada, além da motivação e do interesse público envolvidos. Mesmo após ofícios, cobranças públicas e reunião realizada na sede da Saúde na última quinta-feira (9), nada de concreto foi apresentado pela administração.

Mari Parma
Foto – Reprodução

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