
Calçadas quebradas, galhos caídos e mato alto: estas são algumas das queixas feitas por maringaenses ao visitar os túmulos de familiares e amigos em Maringá. Ao visitar a sepultura dos pais, Sandra Maria de Souza afirmou que sentiu revolta ao ver a situação do espaço.
Em desabafo, Sandra disse que saiu da visita ao túmulo dos pais indignada, pois constatou que o cemitério estava completamente abandonado, com mato alto, quase cobrindo os túmulos. “É uma falta de respeito enorme com as famílias que vão até lá prestar homenagem aos seus entes queridos”.
“Eu pago para limpar os túmulos. Fui de calça comprida e encheu de picão. Tinha muito mato lá. Conforme você entra no portão principal, é tudo arrumadinho. Mas vai para o lado esquerdo, bem lá para o fundo, próximo ao cruzeiro, está tudo sujo”, afirma Sandra.
Um servidor de Limpeza Urbana do cemitério, que preferiu não se identificar, também afirmou que sente sobrecarga no serviço por conta da falta de funcionários. “Eu trabalho de dia à noite. Faz tempo que eu não sei o que é ficar em casa”, relatou.
Em nota ao Jornal do Povo, a Prefeitura de Maringá informou que a manutenção do Cemitério Municipal é realizada de forma contínua, com equipes atuando regularmente nos serviços de roçada, limpeza e conservação das áreas comuns. Também ressaltou que o Município realiza mutirões de limpeza periódicos no cemitério, com o objetivo de intensificar a manutenção e conservação do local.
Além disso, afirmou que a limpeza e conservação das estruturas individuais são de responsabilidade dos familiares responsáveis pelos jazigos, conforme previsto nas normas vigentes.
A respeito dos relatos relacionados à sobrecarga de trabalho, a Prefeitura informou que mantém acompanhamento das condições de trabalho das equipes. Também destacou que está em andamento um chamamento para a contratação de profissionais da área de limpeza urbana, o que deve contribuir para a ampliação e fortalecimento das equipes que atuam no local.
Mari Parma
Foto – Mari Parma
