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Casos de dengue caem, mas Maringá ainda está entre regiões com mais registros

Mesmo com queda nos casos, autoridades reforçam cuidados para evitar a proliferação do mosquito da dengue

O número de casos de dengue apresentou queda expressiva em 2026 no Paraná, e o reflexo também é observado no Município. Apesar da redução, a região ainda aparece entre as que concentram maior número de confirmações no Estado, o que mantém o alerta das autoridades de saúde.

Dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) mostram que, entre janeiro e 14 de março deste ano, o Paraná registrou 2.028 casos confirmados da doença, contra 52.193 no mesmo período de 2025, uma redução de 96,1%. O número de mortes também caiu, passando de 90 para apenas um óbito no mesmo comparativo.

Na área de abrangência da 15ª Regional de Saúde, que inclui Maringá, foram confirmados 194 casos no período. Mesmo com a queda em relação ao ano anterior, a regional aparece entre as que mais registram ocorrências no Estado, atrás apenas das regiões de Londrina e Paranavaí.

O cenário indica uma continuidade da tendência de redução já observada após o pico da doença em 2024, quando o Paraná enfrentou um dos períodos mais críticos da dengue. Ainda assim, a circulação do vírus não foi interrompida.

Segundo a Sesa, o combate ao mosquito Aedes aegypti ainda é prioridade, com ações em parceria com os municípios, incluindo monitoramento, capacitação de profissionais e estratégias de controle.

Entre as medidas adotadas estão o uso de armadilhas para mapear a infestação do mosquito e a aplicação de novas diretrizes de prevenção. Além disso, o Estado iniciou a vacinação contra a dengue para grupos específicos, conforme orientação do governo federal.

Apesar dos números mais baixos, especialistas alertam que fatores como mudanças climáticas e variações de temperatura podem favorecer a proliferação do mosquito ao longo de todo o ano, exigindo vigilância constante.

A orientação é que a população mantenha os cuidados básicos, como evitar água parada em recipientes, limpar calhas e manter caixas d’água vedadas, já que pequenos acúmulos são suficientes para a reprodução do mosquito.

Mari Parma
Foto – Reprodução

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