
Os anabolizantes eram fabricados em um laboratório clandestino de Maringá, de onde saiam até com rótulos falsos de grifes internacionais
Os produtos eram destinados a centenas de usuários, principalmente em academias e centros de artes marciais e também alcançavam o varejo farmacêutico e clínicas de estética. O Núcleo Regional de Maringá do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) cumpriu mandados judiciais expedidos pela 4ª. Vara Criminal de Maringá, incluindo buscas e apreensões, prisões e sequestros de carros de luxo e bloqueios de ativos financeiros num total de R$ 12 milhões.
Foram efetuadas ao longo dessa quarta-feira duas prisões em flagrante e cinco pessoas foram conduzidas à 9ª. Subdivisão Policial. Grande quantidade de anabolizantes foi apreendida e a fábrica dos suplementos, desmontada. Os agentes do Gaeco apreenderam também uma estufa usada no cultivo de maconha.
As investigações tiveram início em abril de 2025 e identificaram um modus operandi que enganava consumidores e inflacionava preços por meio da criação de uma marca fraudulenta. O grupo utilizava designers e gráficas para produzir rótulos, bulas e embalagens com aparência de produtos legítimos, simulando origem europeia para conferir um caráter “premium” aos itens.
Na prática, a produção ocorria em laboratórios improvisados e ambientes domésticos, sem condições mínimas de higiene ou controle sanitário. Em um dos locais, o preparo dos anabolizantes era feito em banho-maria, sobre fogão doméstico, com uso de óleos culinários e de massagem na manipulação de substâncias injetáveis.
A organização mantinha uma estrutura capilarizada, com rede de distribuição ativa em diversas cidades, como Maringá, Londrina, Arapongas, Cambé e Santo Antônio da Platina, onde foram cumpridas as ordens judiciais.
Os produtos eram destinados a centenas de usuários, principalmente em academias e centros de artes marciais, mas também alcançavam o varejo farmacêutico e clínicas de estética, onde eram aplicados sob a aparência de tratamentos de alta performance, representando risco à saúde pública.
Ministério Público e Redação
Foto – Gaeco
