Início Policial Assassino de Magó estará no banco dos réus em júri popular

Assassino de Magó estará no banco dos réus em júri popular

A defesa do réu tentou vários recursos para evitar o júri popular, porém todos foram negados

O advogado da família da vítima, que aguarda justiça há seis anos, disse que a defesa utilizou de recursos até para colocar o suspeito em liberdade, porém todos foram negados. Assim, Flávio Campana, acusado de matar e bailarina maringaense Maria da Glória Poltronieri Borges, deve sentar nos bancos dos réus ainda no primeiro semestre de 2026 no Fórum de Mandaguari, onde o crime aconteceu em janeiro de 2020. Magó, como era conhecida a bailarina, tinha 25 anos e foi morta na área rural, próximo a uma cachoeira bastante frequentada por turistas.

A mãe de Magó a tinha deixado em uma chácara, onde ela participaria de um retiro espiritual. Quando foi surpreendida pelo criminoso, a vítima estava sozinha, caminhando por uma trilha. Quando a família percebeu que Magó estava demorando muito para retornar à cachoeira, começou a procurá-la. Ela foi encontrada no mesmo dia com marcas de estrangulamento e arranhões pelo corpo. O Instituto Médico Legal de Maringá apontou asfixia e estupro como causa morte. A perícia constatou ainda que a bailarina tentou lutar contra o agressor.

A identificação do criminoso ocorreu um mês depois, quando Flávio Campana foi preso em Apucarana pela Polícia Civil. Ele negou participação no crime, mas as provas não deixavam dúvidas sobre a autoria.

O delegado Diego Almeida, da Homicídios de Maringá, disse logo após a prisão: “Não há dúvida nenhuma sobre a participação desse homem na morte de Maria Glória. O exame deu 100% compatível com os materiais genéticos encontrados no corpo e na calcinha da vítima. Desde o início ele nega o crime. Na delegacia, ele continuou negando, não aceitou o resultado do exame. Mas temos fotos que comprovam que ele e outro homem estiveram lá no mesmo dia e horário que a vítima”. Flávio Campana, de 41 anos, já havia sido condenado por estupro em 1998 e possuía várias passagens pela polícia por agressões a mulheres.

Redação JP
Foto – Arquivo JP

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