
O número de queimadas registradas em abril de 2026 já supera o total contabilizado no mesmo período do ano passado em Maringá e região, sendo que neste ano já foram 49 ocorrências enquanto que 2025 foram 38 casos. O aumento preocupa autoridades e reforça o alerta para os riscos durante o período de tempo seco.
As ocorrências de incêndios em vegetação cresceram neste mês, invertendo a tendência observada em 2025, quando os números estavam mais baixos.
Especialistas apontam que fatores climáticos contribuem diretamente para esse cenário. A falta de chuvas, aliada às altas temperaturas e à baixa umidade do ar, favorece a propagação do fogo, principalmente em terrenos baldios e áreas de vegetação.
Além das condições climáticas, a ação humana continua sendo uma das principais causas das queimadas. Situações como queima de lixo e limpeza irregular de terrenos podem sair do controle rapidamente, aumentando o risco de incêndios de maiores proporções.
O morador do Parque Itaipu Vitor Alexandre afirma que, em seu bairro, o número de queimadas é expressivo “é todo dia. As pessoas colocam fogo em restos de folhas, entulhos, é horrível para quem tem problemas respiratórios”, afirma.
O avanço das queimadas também acende um alerta para os impactos à saúde da população, já que a fumaça pode agravar problemas respiratórios, além de causar danos ambientais.
Os órgãos de fiscalização e emergência reforçam a importância da conscientização da população e pedem que práticas que possam provocar incêndios sejam evitadas, especialmente neste período mais seco do ano.
ONDE DENUNCIAR Denúncias podem ser protocoladas através da Ouvidoria Municipal (156). Em casos de risco de incêndio, a população precisa ligar para o Corpo de Bombeiros (193). O Instituto Ambiental de Maringá orienta que moradores também façam registros de imagens que comprovem a irregularidade.
Mari Parma
Foto – Reprodução
