Início Maringá Interventor afirma que fará levantamento completo de pendências na Vaapty em Maringá

Interventor afirma que fará levantamento completo de pendências na Vaapty em Maringá

A empresa informa que está disposta a resolver tudo da melhor maneira possível

A unidade da Vaapty em Maringá passa por um processo de intervenção administrativa após denúncias de clientes sobre irregularidades na intermediação de venda de veículos. A medida foi determinada pela franqueadora, que nomeou o interventor Paulo Cezar Rodrigues para conduzir a reestruturação da operação local.

Segundo Rodrigues, a intervenção terá duração inicial de 30 dias e tem como foco principal a apuração detalhada de todas as pendências deixadas pela gestão anterior. “Fui nomeado para realizar um levantamento completo dos casos que estão em aberto. Essa é a primeira etapa, essencial para entender a dimensão dos problemas”, afirmou.

De acordo com o interventor, após a conclusão desse diagnóstico será elaborado, em conjunto com a franqueadora, um plano de reestruturação financeira. A proposta, segundo ele, é organizar os passivos e estabelecer um cronograma para resolução das demandas. “Terminada essa fase, vamos definir as estratégias para regularizar a situação da unidade”, explicou.

Rodrigues informou ainda que alguns casos já começaram a ser solucionados, especialmente aqueles que estavam em estágio mais avançado de negociação. No entanto, ressaltou que a regularização completa depende do mapeamento total das ocorrências. “Já conseguimos resolver situações pontuais, e a tendência é avançar gradualmente até atender todos os clientes afetados”, disse.

O interventor reconheceu os transtornos causados e destacou o compromisso da empresa em reparar eventuais prejuízos. “Lamentamos o ocorrido, mas reforçamos que há um compromisso em resolver todas as pendências da melhor forma possível, sem deixar clientes no prejuízo”, declarou.

A intervenção ocorre paralelamente às investigações conduzidas pela Polícia Civil do Paraná. De acordo com a corporação, ao menos 10 casos estão sendo apurados pela Delegacia de Estelionatos desde o início do ano. As denúncias envolvem, principalmente, o não repasse de valores a proprietários de veículos vendidos por meio da empresa, além de situações em que compradores afirmam não ter recebido os automóveis negociados.

Segundo a Polícia Civil, o modelo de negócio da empresa consiste na intermediação da venda de veículos, conectando proprietários a lojistas por meio de uma plataforma digital. Os automóveis seriam anunciados, muitas vezes por valores abaixo do mercado, com promessa de pagamento ao vendedor em até 48 horas, o que, conforme os relatos, não teria sido cumprido em alguns casos.

Diante das denúncias, a franqueadora informou que rescindiu o contrato com os antigos administradores da unidade de Maringá, que seguem respondendo judicialmente. A Polícia Civil do Paraná orienta que possíveis vítimas procurem a Delegacia de Estelionatos para registro de ocorrência e acompanhamento dos casos.

Alexia Alves
Foto – Reprodução

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