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Maringá intensifica estratégia contra doenças respiratórias com foco na vacinação

Com a chegada do período de temperaturas mais baixas, a Secretaria de Saúde de Maringá intensificou as ações de prevenção contra doenças respiratórias. O cenário acompanha o alerta estadual e nacional para o aumento de casos de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG), mais comuns no outono e inverno.

O secretário de Saúde, Antônio Carlos Nardi, afirma que a Cidade já antecipou a campanha de vacinação contra a influenza como estratégia para reduzir internações e complicações neste período.

“Como preconizado pelo Ministério da Saúde, em 2026 nós conseguimos adiantar a campanha da vacina contra a gripe, exatamente porque, com a queda das temperaturas, aumenta a circulação de vírus respiratórios”, explicou.

Segundo Nardi, os grupos mais vulneráveis seguem sendo prioridade, com destaque para crianças de seis meses a menores de seis anos, idosos e gestantes. Ele reforça que a proteção coletiva depende da adesão da população.

“Os públicos mais expostos e mais debilitados acabam necessitando de fortalecimento do organismo. Por isso, a vacinação é fundamental neste momento”, disse. O secretário também informou que o município ampliou recentemente o público-alvo da imunização, incluindo pessoas imunossuprimidas, pacientes com doenças crônicas e categorias profissionais mais expostas ao contato diário com o público.

“Com a chegada de um número maior de doses, conseguimos expandir a vacinação para grupos como garis, professores e outras categorias profissionais”, afirmou. Nardi reforça que a vacinação não é o único cuidado necessário para evitar o agravamento das doenças respiratórias. Ele destaca a importância de hábitos simples no dia a dia.

“A vacina leva em média de 10 a 15 dias para conferir imunidade. Não é ela sozinha que evita a doença. É preciso também manter cuidados pessoais, como ingerir bastante líquido, lavar as mãos com frequência, evitar tocar olhos, nariz e boca e não permanecer em ambientes fechados”, orientou.

O secretário também reforça a importância da ventilação dos ambientes, especialmente em locais com maior circulação de pessoas. “Abra janelas e portas para permitir a circulação de ar. Isso faz diferença na redução da transmissão dos vírus”, disse.

Outro ponto destacado por Nardi é a busca por atendimento médico ao surgimento dos primeiros sintomas. “Em caso de febre, tosse, dor de garganta ou qualquer sintomatologia, a população deve procurar as unidades básicas de saúde durante o dia ou as UPAs à noite. E não se deve tomar medicamentos por conta própria”, alertou.

A Secretaria de Saúde reforça que o objetivo é reduzir a pressão sobre os serviços de urgência e evitar casos graves, principalmente entre os grupos de risco, com a combinação de vacinação e medidas preventivas.

Alexia Alves
Foto – SESA

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