
A Secretaria de Saúde segue com o chamamento de crianças que aguardam triagem e avaliação especializadas para atendimento na Clínica de Apoio ao Transtorno do Espectro Autista (Catea). A medida integra uma força-tarefa da pasta para reduzir a fila de espera e ampliar o acesso ao atendimento especializado.
Ao longo de abril, a clínica intensificou as avaliações dos pacientes que estavam na fila. Entre os dias 7 e 29, 195 crianças foram contatadas para agendamento de triagem. Desse total, 39 famílias recusaram o atendimento e 37 não compareceram, o que representa índice de abstenção de cerca de 39%. No mesmo período, 110 pacientes concluíram a avaliação e foram encaminhados para acompanhamento pelo serviço.
Segundo o secretário de Saúde, Antônio Carlos Nardi, o município atua para zerar a demanda reprimida, mas enfrenta dificuldades com as faltas. “Estamos em um esforço concentrado para zerar a fila de espera e oferecer o suporte necessário e de qualidade, mas o alto índice de faltas é preocupante. É essencial que as famílias compareçam aos agendamentos”, afirmou.
Nardi também ressaltou que a equipe está mobilizada para concluir a etapa de triagens. “Estamos na fase final desse processo e é fundamental que pais e responsáveis levem as crianças para avaliação, garantindo o início do atendimento especializado o quanto antes”, disse.
Atualmente, cerca de 200 crianças e adolescentes de até 18 anos já são acompanhados pelo Catea. De acordo com a Prefeitura de Maringá, esses pacientes seguem em atendimento regular por equipes multiprofissionais em diferentes espaços do município, sem interrupção dos planos terapêuticos.
A administração municipal informou ainda que o atendimento no espaço físico da clínica será retomado após a conclusão da força-tarefa, realizada em conjunto com o Ministério Público.
Da Redação
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