Início Policial DRACO surge para reforçar combate ao crime organizado

DRACO surge para reforçar combate ao crime organizado

Com o DRACO e DOESP, a segurança pública do Paraná dará um salto de qualidade

Polícia Civil ganha estrutura mais especializada para enfrentar o crime organizado no Paraná

A modernização do sistema de segurança do Estado consta da nova Lei Orgânica da Polícia Civil do Paraná (PCPR) aprovada pela Assembleia Legislativa e sancionada pelo governador Ratinho Júnior. Ela cria o Departamento Estadual de Repressão ao Crime Organizado (DRACO), ao mesmo tempo em que organiza o Departamento de Operações Especiais (DOESP), consolidando grandes frentes de atuação no desmanche de organizações criminosas que atuam no Paraná, principalmente no tráfico de drogas.

A nova legislação ainda moderniza a estrutura institucional da Polícia Civil após mais de quatro décadas do antigo Estatuto da Polícia Civil do Paraná, instituído pela Lei Complementar nº 14 de 1982, revogada pela nova lei. A atualização prepara a PCPR para os desafios atuais da segurança pública, com uma organização voltada à investigação qualificada, ao uso estratégico da inteligência, à atuação integrada e à resposta operacional especializada.

O secretário da Segurança Pública, Saulo de Tarso Sanson, afirma que a nova lei representa avanço na capacidade institucional da Polícia Civil. “A nova Lei Orgânica organiza a PCPR para enfrentar crimes cada vez mais complexos, com mais especialização, inteligência e capacidade operacional. O Paraná passa a contar com uma estrutura própria para combater organizações criminosas, sem abrir mão da atuação especializada em situações de alto risco”, diz.

O DRACO nasce com atribuição legal para identificar, investigar e desarticular organizações criminosas em todo o Paraná, incluindo crimes que envolvam mais de um município ou outros estados da federação. O novo departamento concentra investigação e inteligência voltadas ao enfrentamento de grupos com estrutura organizada, divisão de tarefas e atuação em crimes de maior impacto social. Com reforço de delegados e policiais especializados, a Polícia Civil passa a ter uma unidade própria para padronizar ações, integrar informações e ampliar a repressão qualificada contra o crime organizado. A atuação busca alcançar não apenas os autores diretos dos crimes, mas também lideranças, redes de apoio e estruturas que sustentam a atividade criminosa.

Já o DOESP organiza a atuação das equipes especializadas da Polícia Civil em situações críticas, operações de alto risco ou alta complexidade, resgate de reféns, investigação de sequestros e extorsões mediante sequestro, além de apoio tático-operacional às demais unidades da PCPR em todo o Estado. O departamento concentra o emprego de recursos e técnicas especiais nas ocorrências de maior risco e complexidade, ampliando a capacidade de apoio tático-operacional às unidades da PCPR em todo o Estado.

Com a nova lei, por exemplo, a experiência acumulada pelo Centro de Operações Policiais Especiais da PCPR (Cope) no enfrentamento ao crime organizado será fortalecida. A frente investigativa e de inteligência do Cope passa a integrar o DRACO, com reforço de delegados e policiais especializados. Já a atuação tático-operacional de operações especiais será organizada no DOESP, junto com outras equipes especializadas da Polícia Civil.

O novo modelo distribui as competências de forma mais técnica e eficiente. A investigação contra o crime organizado ganha o DRACO, as operações especiais ganham o DOESP e a inteligência policial ganha coordenação estratégica por meio do DIP. A mudança preserva a experiência acumulada pelas equipes especializadas e amplia a capacidade da Polícia Civil de atuar contra crimes complexos, violentos e organizados.

AEN
Foto – AEN

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