Início Maringá Prefeitura faz reunião com Sama após reclamações de servidores

Prefeitura faz reunião com Sama após reclamações de servidores

Prefeitura de Maringá informou que está tratando com máxima seriedade e urgência os problemas relatados por servidores municipais em relação aos atendimentos do Serviço de Assistência Médica de Maringá (Sama).

Após ouvir usuários do plano, o município constatou que as informações apresentadas pela empresa responsável pela prestação dos serviços não condizem com a realidade enfrentada por muitos beneficiários, que relatam desmarcações de consultas, dificuldades para reagendamentos e obstáculos no acesso a atendimentos médicos.

Diante da situação, a administração municipal reuniu ontem, 17, representantes das secretarias de Governo e Gestão de Pessoas e da Procuradoria-Geral do Município para definir possíveis medidas contratuais contra a operadora responsável pelo serviço. Segundo a Prefeitura, o objetivo é garantir o restabelecimento imediato dos atendimentos e assegurar que os servidores não sejam prejudicados pela descontinuidade dos serviços.

O caso ganhou repercussão após o encerramento dos contratos de duas clínicas credenciadas pela Associação Beneficente Bom Samaritano (ABBS), instituição contratada para administrar os atendimentos do Sama e mantenedora do Hospital Santa Rita. As unidades prestavam serviços nas áreas de ginecologia e obstetrícia, pediatria e odontologia. Com a interrupção dos contratos, consultas previamente agendadas chegaram a ser canceladas, gerando preocupação entre os usuários do plano.

A Prefeitura informou que os atendimentos dessas especialidades foram redirecionados para o Hospital e Maternidade Maringá e que as consultas afetadas estão sendo reagendadas. No entanto, o próprio município reconheceu ter recebido relatos de servidores sobre dificuldades para conseguir novos horários e acessar os serviços de saúde.

Em nota oficial, a administração municipal destacou que não aceitará falhas na execução do contrato, especialmente quando envolvem pacientes que dependem de acompanhamento contínuo. Segundo o município, a situação é ainda mais preocupante para servidores que realizam tratamentos em saúde mental, acompanhamento de doenças crônicas, pré-natal e outras condições que não podem ser interrompidas sem prejuízos à saúde e à qualidade de vida.

A Prefeitura também afirmou que adotará as medidas necessárias para responsabilizar a empresa pelos transtornos causados aos beneficiários do plano. O Executivo entende que a prestação dos serviços deve ocorrer em conformidade com as obrigações contratuais e que eventuais descumprimentos serão analisados pelas áreas técnicas e jurídicas da administração.

Procurada para comentar o assunto, a Associação Beneficente Bom Samaritano informou que a interrupção dos atendimentos por parte das clínicas credenciadas ocorreu de forma “absolutamente indevida”. Em nota, a entidade afirmou que adotou todas as providências necessárias para garantir a continuidade dos serviços anteriormente prestados e que avalia medidas administrativas e judiciais para apurar responsabilidades pelos prejuízos decorrentes da interrupção.

Enquanto a situação é analisada, a Prefeitura orienta os beneficiários do Sama a utilizarem os canais oficiais para agendamento de consultas, realização de exames e obtenção de informações sobre procedimentos médicos. O município reforça que acompanha o caso de perto e que busca soluções para garantir a continuidade da assistência aos servidores municipais e seus dependentes.

Da Redação
Foto – Reprodução

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