
A Universidade Estadual de Maringá (UEM) tem papel de destaque em um conjunto de iniciativas desenvolvidas pelas universidades estaduais do Paraná voltadas à saúde bucal de bebês e crianças na primeira infância. Em Maringá, o trabalho é realizado por meio de atendimentos especializados e pesquisas científicas que integram prevenção, diagnóstico precoce e tratamento.
Um dos principais focos da atuação da UEM é o atendimento de recém-nascidos por meio de uma parceria com o Banco de Leite do Hospital Universitário de Maringá. O projeto realiza o diagnóstico e, quando necessário, a cirurgia do freio lingual em bebês, procedimento conhecido como “teste da linguinha”, obrigatório por lei em todo o país.
A identificação precoce de alterações no freio lingual é essencial para evitar dificuldades na amamentação, que podem causar dor às mães, prejudicar a sucção e comprometer o ganho de peso dos bebês.
Além da assistência direta, a UEM também desenvolve pesquisas sobre as consequências do freio lingual encurtado no desenvolvimento infantil. Os estudos são conduzidos pela professora Gabriela Cristina Santin e têm acompanhamento de longo prazo, com foco em funções como respiração, deglutição e crescimento facial.
Segundo a pesquisadora, alterações não tratadas podem gerar impactos que vão além da amamentação. “Quando a língua não eleva corretamente, há dificuldade na passagem de ar pela cavidade nasal, o que pode levar à respiração bucal e alterações na postura da cabeça para facilitar a entrada de ar”, explica.
A linha de pesquisa busca compreender como intervenções precoces podem reduzir complicações futuras no desenvolvimento orofacial das crianças.
Da Redação
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