
A Universidade Estadual de Maringá (UEM) iniciou ontem, 29, uma consulta pública para construir, de forma participativa, as diretrizes que irão orientar o uso responsável da Inteligência Artificial (IA) nas atividades de graduação e pós-graduação. A iniciativa, conduzida pelas pró-reitorias de Ensino (PEN) e de Pesquisa e Pós-Graduação (PPG), busca envolver toda a comunidade acadêmica na elaboração de uma normativa institucional sobre o tema.
A proposta de minuta está disponível para análise e recebimento de sugestões até as 23h59 do dia 2 de julho, por meio de formulário on-line. O objetivo é reunir percepções sobre práticas já adotadas, identificar benefícios e desafios da utilização da IA no ambiente universitário e subsidiar a criação de orientações voltadas ao uso ético, seguro e transparente da tecnologia.
Segundo a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Grasiele Scaramal, a regulamentação acompanha uma realidade já consolidada no cotidiano acadêmico. “Esta minuta vem justamente para orientar o uso da IA de forma ética, segura e transparente, oferecendo um referencial para que estudantes, professores, pesquisadores e servidores tenham respaldo institucional. É um passo importante para que a Universidade esteja preparada para lidar com os desafios e aproveitar as oportunidades dessa nova realidade”, afirmou.
O pró-reitor de Ensino, Marcos Vinicius Francisco, destaca que a proposta não pretende restringir o uso da Inteligência Artificial, mas estabelecer parâmetros para sua utilização responsável em diferentes áreas da Universidade. “Essa proposta vem sendo construída mais no sentido não de proibir ou restringir o uso da IA, mas de reconhecer que ela já é parte integrante do cotidiano acadêmico e, portanto, demanda parâmetros institucionais para o uso responsável, uma orientação ética”, explicou.
A consulta integra um processo colaborativo de formulação da política institucional sobre IA. Além de responder às questões do formulário, docentes, estudantes e técnicos universitários poderão sugerir novos temas e apresentar contribuições para aperfeiçoar a proposta.
A minuta foi elaborada com base em referências nacionais e internacionais, incluindo recomendações da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além de regulamentos já adotados por universidades brasileiras.
A consulta é destinada a docentes, estudantes da graduação e pós-graduação e técnicos universitários que atuam em atividades de ensino, pesquisa, extensão e gestão acadêmica. As contribuições serão utilizadas exclusivamente para o diagnóstico institucional e para a elaboração da versão final da normativa.
Da Redação
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