Início Maringá Estudo da UEM reduz tempo de criação de tilápias

Estudo da UEM reduz tempo de criação de tilápias

Super tilápias desenvolvidas pela UEM viram filé em 60 dias de manejo

Uma pesquisa desenvolvida pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) está entre as principais responsáveis pelo avanço da piscicultura brasileira. Há quase 30 anos, pesquisadores do PeixeGen, Núcleo de Pesquisa em Manejo, Melhoramento e Genética Molecular em Piscicultura de Água Doce trabalham no desenvolvimento de tilápias geneticamente selecionadas para crescer mais rápido, aproveitar melhor a ração e aumentar a produtividade nas propriedades rurais.

O programa de melhoramento genético, iniciado em 1997 na Estação Experimental de Piscicultura da UEM, no distrito de Floriano, em Maringá, tornou a instituição uma referência nacional no setor. Atualmente, a genética desenvolvida pelos pesquisadores está presente em pisciculturas de diversas regiões do país e contribui para tornar a produção mais eficiente e competitiva.

Os estudos permitiram reduzir em cerca de 60 dias o tempo necessário para que as tilápias atinjam o peso ideal para o abate. Além de acelerar o ciclo de produção, o melhor desempenho dos peixes reduz custos com alimentação, aumenta o rendimento dos produtores e fortalece uma cadeia produtiva que coloca o Paraná entre os maiores produtores de tilápia do Brasil.

Segundo a equipe da UEM, o trabalho é baseado na seleção das melhores características genéticas ao longo das gerações, sem o uso de modificações genéticas. O processo avalia fatores como ganho de peso, resistência e eficiência alimentar, permitindo o desenvolvimento de linhagens cada vez mais produtivas.

O impacto da pesquisa ultrapassa os limites da universidade. A genética desenvolvida em Maringá abastece parte significativa da produção nacional de tilápias e já desperta interesse de outros países, consolidando a UEM como um dos principais centros de pesquisa em melhoramento genético de peixes da América Latina.

Além de fortalecer a piscicultura, o trabalho também impulsiona a economia regional, aproximando a universidade dos produtores rurais e contribuindo para a inovação no agronegócio paranaense.

Da Redação
Foto – Heitor Marcon

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