
LIÇA
Depois de muito provocar e receber como resposta o tarifaço dos EUA, o presidente Lula resolveu que eleitoralmente é proveitoso engrossar. Decidiu que pelo menos até a eleição vai acionar a chamada Lei de Reciprocidade.
BRIGA
Lula age como se houvesse uma contenda entre ele e Trump, quando em verdade o ianque estará tarifando praticamente todos os países do mundo que pretendem vender seus produtos nos Estados Unidos, concorrendo com produtores locais.
ACUSAÇÕES
As tarifas foram maiores para o Brasil que para a Europa. Chute na canela de Lula que quer usar o mesmo discurso que Trump usa lá: um diz que o outro adota práticas desleais na economia, prejudicando o empresariado de forma arbitrária e injustificada.
BABUÍNOS
É uma espécie de briga de babuínos líderes: um joga excremento no outro, seus dirigidos só veem a sujeira do líder adversário e são os que mais perdem com esse desequilíbrio e desinteligência. A briga é ruim para os dois… países!
DESESPERO
Visualizando a briga é cegamente política, a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) divulgou uma nota na qual afirmou que vê a decisão americana com “preocupação”, mas que confia na capacidade da diplomacia brasileira para “construir soluções”.
NEGOCIAÇÕES
Para a entidade é momento de negociar, não de tomar as taxas como ofensas: “A entidade ressalta que não apoia a adoção de medidas de retaliação comercial nem a aplicação da Lei de Reciprocidade como resposta às iniciativas adotadas pelos Estados Unidos”.
VATICÍNIO
A Abimaq teme inclusive que o acirramento pode aumentar os prejuízos: “O momento exige a retomada do diálogo e o fortalecimento dos canais diplomáticos e institucionais entre Brasil e Estados Unidos, de modo a evitar a escalada de medida que possam agravar o ambiente”.
OPINIÃO
Por seu lado, a Câmara Americana de Comércio para o Brasil divulgou um comunicado afirmando que a decisão dos EUA “agrava” as condições de acesso das exportações brasileiras ao mercado norte-americano, mas que não concorda com a reciprocidade”.
EXPERTS
Nos bastidores da diplomacia brasileira, à boca pequena, o que vem sendo passado para a imprensa é que o pior caminho é o Brasil querer enfrentar os EUA. E que é preciso “calibrar” bem a reação anunciada para não piorar a situação e prejudicar ainda mais o setor produtivo.
DELINEANDO
Esperançoso em um segundo turno no Paraná, o grupo do governador Ratinho começa a reconhecer que isso só acontecerá através da divisão de com a candidatura de Rafael Greca. O problema é chegar à frente dele para enfrentar Sérgio Moro.
ADESÃO
Outro partido chega na trincheira de Sandro Alex (PSD) — e se soma ao Republicanos, as Federações União Progressista e PSDB-Cidadania. É o Avante, de Alex Canziani, divulgado anteontem como afastado e magoado com o governador.
AZEDUME
Canziani, que já veio a público ao lado do governador, debitou o afastamento, depois de ter sido secretário de Estado, a imbróglio dentro do Avante. Mas tudo já foi sanado, diplomaticamente. Outro, quem diria, que também aderiu é o ex-governador Beto Richa.
ESTATÍSTICA
Entre 2020 e 2025 o número de detentos cresceu 19,6% no Brasil. E no Paraná, 46,1%. O ritmo paranaense foi 2,3 vezes maior que a média nacional. O Brasil prende pouco, ou o Paraná prende muito?
COMPARATIVO
Comparando estados, o Paraná teve o 5º maior crescimento do período. Mas perde para Alagoas (+145,1%), Piauí (+99,7%), Ceará (+52,7%) e Rio Grande do Norte (+50,5%). Logo atrás vêm Mato Grosso (+43,0%) e Tocantins (+38,8%).
BOM
Apenas quatro Estados registraram estabilidade ou redução: São Paulo se manteve inalterado (de 214.765 para 214.793); Pará (−1,3%), Pernambuco (−4,1%) e Rio de Janeiro (−5,0%).
VIOLÊNCIA
As estatísticas levantaram também, percentualmente, as dez cidades mais violentas do Brasil. E elas, todas, estão localizadas na região Nordeste, onde ocorrem muitos feminicídios, disputas por drogas e vinganças.
LISTAGEM
A relação das mais violentas: Maracanaú (CE) – (80,7), Maranguape (CE) – (100,3), Caucaia (CE) – (56,6), Eunápolis (BA) – (85,1), Jequié (BA) – (57,4), Juazeiro (BA) – (55,8), Porto Seguro (BA) – (71,2), Simões Filho (BA) – (58,1), Cabo de Santo Agostinho (PE) – (55,1), e Santa Rita (PB) – (50,9).
