Policial

Polícia tenta identificar corpo enrolado em fitas adesivas

Os indícios são de que o corpo localizado em uma casa do Jardim Novo Horizonte em Maringá pode ser de um americano especialista em games

O americano residia há vários anos na Rua Veneza e estava desaparecido fazia 18 dias. Uma ex-namorada dele disse ter estranhado o fato do homem não responder as mensagens de WhatsApp.

Intrigada, ela foi até a casa do americano e encontrou o imóvel fechado, inclusive com cadeado na porta de entrada. O mau cheiro que a mulher sentiu levantou a suspeita de que poderia haver algum corpo, já em adiantado de decomposição, no interior do imóvel.

Para entrar na casa a Polícia precisou arrombar a porta. O cheiro forte vinha de um quarto fechado, cuja porta também precisou ser aberta à força. Os policiais encontraram o corpo de um homem enrolado em fitas adesivas e preso ao pé de uma cama. Na sala havia um pedido de comida feito pelo iFood e a marmita ainda cheia, cheirando a podre.

Dias depois, segundo a ex-namorada, o número de telefone dele passou a responder algumas mensagens pelo WhatsApp. Porém as respostas eram dadas apenas por texto. Ela achou estranho porque a troca de mensagens com o desaparecido eram feitas por áudio.

De acordo com agentes da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, o homem morto não portava documento e ainda não há comprovação de que possa ser o morador da casa. Os vestígios encontrados no imóvel levantaram a possibilidade de que a vítima tenha sido submetida a violência antes da morte. A Polícia Civil trabalha com diferentes linhas de investigação e não descarta, neste momento, a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte).

A confirmação da identidade da vítima, bem como a causa da morte, dependerá dos exames realizados pela Polícia Científica. O caso segue sendo investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa e segundo o delegado Adriano Garcia, “as dificuldades de realizar a identificação da vítima são decorrentes do estado de decomposição muito avançado”. Foram constatadas tatuagens nos ombros e na região dorsal, mas isso ainda é pouco para facilitar a identificação do morto.

Da Redação
Foto – Plantão Maringá

Notícias relacionadas

Botão Voltar ao topo