Eles foram atraídos por oferta de empregos em redes sociais e deixaram o Paraguai para trabalhar no Paraná. O trabalho era o da colheita de mandioca em uma fazenda de Paranacity, município da microrregião de Maringá. O resgate foi coordenado pela Auditoria Fiscal do Trabalho, órgão vinculado ao Ministério Público.
Os auditores constataram que o grupo dormia em colchões finos sobre chão e o local onde estavam abrigados não possuía condições mínimas de higiene. Também não foram encontrados alimentos disponíveis para os trabalhadores, que se alimentavam com a ajuda de terceiros.
Os 12 trabalhadores resgatados foram levados para um hotel de Paranacity onde receberam assistência médica, alimentação e condições dignas para dormir, até receberem o que terão direito e poderem retornar ao país vizinho.
Os auditores do AFT não informaram a identidade dos dois empregadores, porém revelaram que eles estão sendo investigados e certamente serão indiciados por trabalhos análogos à escravidão.
Os paraguaios colheram mandioca em várias propriedades rurais de Paranacity, sem receber pagamentos e sob o comando de intermediários, que no auge da cafeicultura paranaense eram chamados de “gatos”.
Da Redação
Foto – G1



