Policial

Caso Igor Artigas: Pena dos criminosos passa de 60 anos de cadeia

Os três envolvidos sentaram no banco dos réus em júri popular que terminou na madrugada de ontem no Fórum de Maringá

Dois réus são irmãos gêmeos que, na companhia de um comparsa, executaram a tiros em fevereiro de 2019 o vigilante Igor Santos Artigas, na Avenida Nildo Ribeiro da Rocha, proximidades do Conjunto Borba Gato. Julgados sete anos depois, os três tiveram penas que, somadas, passam de 60 anos em regime fechado. A sessão do Tribunal do Júri começou no início da tarde de terça-feira e só terminou por volta dos 30 minutos de ontem.

Familiares de Artigas instalaram painéis com a foto do vigilante, morto após delatar os irmãos Alessandro da Silva Riguetto e Leandro da Silva Riguetto, por traficarem drogas no bairro. Os dois se juntaram a João Alencar do Nascimento e a um quarto indivíduo, e tocaiaram Artigas perto da Praça Heitor Alencar Furtado.

O vigilante caiu morto no local com vários tiros. Presos dias depois, os suspeitos tiveram penas pesadas. Os familiares consideraram que foi feita justiça, porém uma irmã de Artigas disse com lágrimas nos olhos “que as penas não nos servem de conforto, porque o Igor foi morto de forma traiçoeira e covarde”.

O promotor Edson Cemensatti, que atuou na acusação, classificou o homicídio como “um crime bárbaro, uma vingança sórdida, praticada contra alguém que era empecilho para as atividades criminosas dos acusados”. Alessandro teve pena de 24 anos, quatro meses e 25 dias; Leandro, de 22 anos e seis meses e João Alencar do Nascimento Jácomo, colega dos gêmeos foi sentenciado a 13 anos e nove meses. Um quarto acusado, Maikon Wellington Ferreira, também respondia pelo homicídio, no entanto foi assassinado na cidade de Paiçandu em 2023.

Da Redação
Foto – GMC

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