
O Cemitério Municipal de Maringá terá novas carneiras duplas. A construção começa nesta semana. As vendas das novas sepulturas devem iniciar ainda neste mês. A Secretaria de Obras Públicas (Semop) também desenvolve projeto para construção de mais 1.200 gavetários verticais.
Atualmente existem aproximadamente 80 mil pessoas sepultadas no local. Ao todo são 35 mil sepulturas e 70% dos sepultamentos feitos são de famílias que já possuem sepultura.
Além disso, são realizados 25 a 30 sepultamentos sociais por mês, que são gratuitos para pessoas em situação de vulnerabilidade social.
A venda de sepulturas está temporariamente suspensa até a construção das novas carneiras duplas.
SOBRE O LOCAL
O Cemitério Municipal de Maringá foi fundado em 10 de maio de 1947. Porém, ele passou a ser efetivamente utilizado na administração de Inocente Villanova Júnior. O local ganhou a fachada apenas em 1960, durante a gestão do prefeito Luiz Moreira de Carvalho, de 1964 a 1968, que pediu a urbanização do “Campo Santo” para José Augusto Bellucci. Essa remodelação teve início com o antecessor, João Paulino Vieira Filho, de 1960 a 1964, que inclusive foi acusado de profanação de túmulos.
Com isso, cerca de 20 mil túmulos e mais de 50 mil sepulturas fazem parte dos dez alqueires do lugar.
Todos os ex-prefeitos falecidos foram enterrados em uma galeria especial. Dos locais mais visitados destacam-se os túmulos de Clodimar Pedrosa Lô, Padre Bernardo, Fabíola Regina Coalio e Marcia Constantino.
SALA SUBTERRÂNEA COM OSSOS E CRÂNIOS
Uma pequena porta de metal no meio do Cemitério Municipal guarda centenas de ossos e crânios de moradores de Maringá. Todos já estão misturados e não possuem identificação. Nomeado de ossário coletivo, é conhecido apenas por funcionários do cemitério. Os visitantes não têm acesso e nunca ouviram falar. Algumas pessoas que fazem trabalhos no local já viram, porém, não gostam de chegar próximo.
Segundo alguns funcionários, os ossos foram esquecidos por familiares e são restos mortais de indigentes, pessoas sem família no município ou na região e que foram enterrados sem identificação. Com isso, todo esse material está amontoado na sala subterrânea, que aguarda por um destino.
Os crânios e ossos são da década de 1970 e alguns já foram até doados para pesquisas em universidades da Cidade e para o Instituto Médico Legal (IML). A sala fica fechada e só pode acessada por funcionários.
Maynara Guapo
Foto – Reprodução
