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Horta comunitária recebe comitiva peruana

A horta comunitária implantada sob linhas de alta tensão da Copel na Vila Esperança em Maringá recebeu nesta semana uma visita técnica internacional. Um grupo formado por engenheiros agrônomos, ambientais e zootecnistas peruanos que está cursando a distância o mestrado em Agroecologia oferecido pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) esteve no lugar.

Eles conheceram os canteiros e trocaram experiências sobre o cultivo e o modelo de organização definido pelo programa Cultivar Energia, feito pela Copel em parceria com as prefeituras e comunidades locais. Maringá tem no total 41 hortas comunitárias, das quais três funcionam em parceria com o programa da Copel.

Uma das primeiras participantes do Cultivar Energia, a horta da Vila Esperança é considerada um modelo devido a organização e produtividade alcançada com métodos naturais de cultivo. Nela, cerca de 10 mil metros quadrados de área foram cedidos para o plantio, que atualmente tem a participação de 42 horticultores voluntários.

Eles produzem verduras, legumes e frutas para o consumo próprio e a comercialização ou doação do excedente. Além desses especialistas em manter os canteiros do lugar sempre verdes, a comitiva peruana foi recepcionada pela coordenação do programa da Copel e a gerência das hortas comunitárias de Maringá. Engenheiros agrônomos do Centro de Referência em Agricultura Urbana e Periurbana da UEM que prestam consultoria aos produtores também participaram do encontro

O acompanhamento foi feito por profissionais do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR) e professores da universidade.

CULTIVAR ENERGIA

O programa estimula a implantação de hortas comunitárias sob as linhas de alta tensão da Copel e está presente em oito cidades paranaenses. Além de Maringá, há duas dezenas de áreas cultivadas em Cascavel, Curitiba, Francisco Beltrão, Londrina, Ponta Grossa, Siqueira Campos e Umuarama. A atitude está expandindo, com novas hortas em diferentes fases de implantação: uma unidade em Almirante Tamandaré, duas novas unidades em Londrina, duas em São José dos Pinhais, três em Ponta Grossa e uma em Foz do Iguaçu.

A Copel cede o uso das faixas, providencia o cercamento das áreas e dá orientações às famílias participantes a respeito da segurança no uso do espaço. Os municípios oferecem a assessoria técnica para a agricultura urbana, fazem a preparação da terra, dos canteiros e são responsáveis pelo cadastro e acompanhamento das famílias.

Dessa forma, o Cultivar Energia fortalece um conjunto de ações em benefício dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização Mundial das Nações Unidas – ONU, principalmente nas áreas de combate à fome e promoção de agricultura sustentável (ODS 2); redução das desigualdades (ODS 10) e o reforço dos meios de implementação e revitalização de parcerias para o desenvolvimento sustentável (ODS 17).

Da Redação
Foto – Reprodução

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