
Maringá registrou uma redução de 31,39% no número total de casos de sífilis em 2025, em comparação com o ano anterior. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Saúde e indicam avanço no controle da doença. Em 2024, foram contabilizados 1.064 casos da infecção entre moradores. Desse total, 923 eram de sífilis adquirida, 67 em gestantes e 74 de sífilis congênita. Já em 2025, o número total caiu para 730 registros, sendo 565 de sífilis adquirida, 64 em gestantes e 101 casos de sífilis congênita.
Apesar da queda expressiva nos números gerais, a pasta reforça que a sífilis continua sendo um desafio para a saúde pública. A doença é uma infecção sexualmente transmissível (IST), transmitida principalmente por meio de relações sexuais sem o uso de preservativo, além da transmissão vertical, da mãe para o feto durante a gravidez.
Outro fator que contribui para a disseminação da infecção é o fato de que a sífilis pode não apresentar sintomas nas fases iniciais, o que dificulta o diagnóstico precoce e favorece a transmissão. Sem tratamento adequado, a doença pode evoluir para quadros mais graves, com complicações neurológicas, cardiovasculares e riscos à saúde do bebê.
Para ampliar o acesso à prevenção e ao tratamento, o município disponibiliza preservativos masculinos e femininos gratuitamente em todas as unidades de saúde. A rede também oferece diagnóstico, acompanhamento e tratamento de forma sigilosa, além de testagem rápida no Centro de Testagem e Acolhimento (CTA), localizado na Policlínica da Zona Sul.
A Secretaria destaca que o diagnóstico precoce, especialmente durante o pré-natal, é fundamental para evitar a sífilis congênita e reduzir os impactos da doença na população.
Alexia Alves
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