
Prevista para começar ainda no primeiro semestre de 2026, a cobrança no Lote 4 do novo pedágio será feita exclusivamente por meio eletrônico, sem praças físicas, cancelas ou atendimento presencial.
O modelo adotado é o chamado free-flow, sistema já utilizado em países da Europa e em rodovias de São Paulo há mais de dois anos. Nele, a passagem dos veículos ocorre sem necessidade de parada. Câmeras e sensores instalados em pórticos ao longo das rodovias fazem a leitura automática da placa ou da TAG veicular, e a cobrança é realizada de forma digital.
No Lote 4, o sistema será implantado nas atuais praças de Presidente Castelo Branco, Mandaguari, Arapongas e Jataizinho, além das novas estruturas que serão criadas em Francisco Alves, Cianorte, Jussara, Guaíraçá e Umuarama. A concessionária responsável, a EPR, informou que os usuários poderão efetuar o pagamento por meio de TAG, aplicativo ou site, além de pontos físicos de apoio que serão instalados em comércios e postos de combustíveis ao longo das rodovias.
De acordo com o presidente da EPR, Marcos Moreira, a concessionária irá promover uma campanha de orientação para esclarecer o funcionamento do sistema. “As pessoas vão passar pelas praças sem parar e poderão pagar de forma simples, pelo site, aplicativo ou em pontos credenciados”, afirmou.
O Lote 4 do novo pedágio paranaense abrange 627,52 quilômetros de rodovias e foi arrematado pela EPR em leilão realizado na B3, em São Paulo, com um desconto de 21,3% sobre a tarifa básica. Também participaram da disputa os grupos Pátria, Mota-Engil e Motiva, antiga CCR.
O contrato de concessão tem validade de 30 anos e prevê investimentos de R$ 10,8 bilhões em obras de duplicação, melhorias e ampliações, além de R$ 5,6 bilhões destinados à manutenção e conservação das estradas e R$ 2 milhões em recursos vinculados. O trecho concedido liga Cornélio Procópio a Guaíra e Maringá a Nova Londrina, conectando importantes polos produtivos e corredores logísticos do Estado. A expectativa do governo e da concessionária é que o novo modelo traga mais fluidez ao tráfego, reduza congestionamentos e aumente a segurança viária, ao mesmo tempo em que moderniza a infraestrutura rodoviária paranaense.
Alexia Alves
Foto: Reprodução
