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Vandalismo em pontos de ônibus gera prejuízo de até R$ 400 mil

A depredação de pontos de ônibus em Maringá tem causado prejuízos significativos aos cofres públicos e transtornos diários aos usuários do transporte coletivo. Somente no último ano, a Prefeitura precisou investir cerca de R$ 400 mil na revitalização de estruturas danificadas por atos de vandalismo, recursos que poderiam ter sido destinados a outras áreas prioritárias.

Além do impacto financeiro, os danos comprometem diretamente o conforto e a segurança dos passageiros. Vidros quebrados, que deveriam proteger contra chuva e sol, deixam os usuários expostos às condições climáticas e representam risco de acidentes devido aos cacos espalhados pelo local.

De acordo com a administração municipal, 16 pontos de ônibus já passaram por revitalização recentemente. No entanto, a reincidência dos atos de vandalismo mantém o problema constante.

Segundo o secretário de Mobilidade Urbana, Luciano Brito, a situação gera um “duplo prejuízo” para o município. “Em vez de estarmos investindo na segurança da cidade, na melhoria do trânsito ou em outras áreas, a administração está direcionando recursos para reparar algo que é fruto de um comportamento reprovável”, afirmou.

O secretário também fez um apelo à população, especialmente às famílias, para que orientem crianças e jovens sobre a gravidade desse tipo de atitude. “Cuidem das suas crianças, dos jovens, para que não façam isso como brincadeira. Temos câmeras e fiscalização para coibir essas ações”, ressaltou. Ele reforçou ainda a importância das denúncias, que podem ser feitas pelo telefone 153, da Guarda Civil Municipal, sempre que alguém presenciar atos de vandalismo contra o patrimônio público.

No final de novembro, a Semob iniciou uma nova etapa de revitalização dos abrigos de ônibus, começando pela região central. A ação inclui limpeza completa, recuperação dos perfis metálicos e de alumínio, além da instalação de novos vidros de proteção.

Nesta primeira fase, estão sendo revitalizados 28 abrigos amarelos, que foram vandalizados, de um total de 147 estruturas desse modelo espalhadas pelo município. O trabalho será realizado em cinco etapas, com a recuperação de 10 a 12 abrigos por fase. O investimento total pode chegar a R$ 430 mil, e a previsão é que as melhorias avancem gradualmente para os corredores exclusivos de ônibus nos bairros.

“O objetivo da revitalização é garantir mais conforto aos usuários e manter nossa cidade bem estruturada”, destacou Luciano Brito. Ele voltou a enfatizar que a colaboração da comunidade é fundamental para evitar novos prejuízos. “Cada estrutura destruída representa um recurso que deixa de ser investido em novas melhorias”, concluiu.

A Prefeitura reforça que preservar o patrimônio público é responsabilidade de todos e que o combate ao vandalismo depende tanto da fiscalização quanto da conscientização da população.

RADARES

A Semob também realizou um amplo levantamento técnico para a instalação de novos controladores de velocidade em diversas vias. Os estudos, publicados no Diário Oficial do Município, seguem as normas da Resolução nº 798/2020 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e têm como objetivo reforçar a segurança viária, especialmente em locais com grande fluxo de veículos e circulação de pedestres.

De acordo com os documentos técnicos, os equipamentos serão instalados em avenidas e ruas estratégicas, como a Avenida Morangueira, Avenida Dr. Gastão Vidigal, Avenida Franklin Delano Roosevelt, Avenida Dona Sophia Rasgulaeff, Avenida Nóbrega, Avenida Laguna, Avenida Arquiteto Nildo Ribeiro da Rocha, Avenida Horácio Raccanello Filho, entre outras. Os pontos analisados apresentam volume diário de tráfego que varia de cerca de 1,4 mil a mais de 17 mil veículos por dia, o que reforça a necessidade de fiscalização eletrônica.

A maioria das vias é classificada como arterial ou coletora, com velocidade regulamentada de 50 km/h, padrão adotado em áreas urbanas de Maringá. Em vários trechos, o levantamento identificou a presença de usuários vulneráveis, como pedestres, ciclistas, crianças e pessoas com deficiência, fator que pesa diretamente na decisão de implantação dos controladores.

Os estudos também consideraram características técnicas das vias, como número de faixas, tipo de pista, geometria (aclives, declives, curvas e trechos sinuosos) e sentido do fluxo. Em alguns locais, há ainda proximidade com equipamentos urbanos sensíveis, como linhas férreas e áreas de travessia frequente de pedestres.

Alexia Alves
Foto: Reprodução/RPC

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