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Maringá é a cidade mais rica do interior do Paraná

Segundo o Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Maringá está entre os principais polos econômicos do Paraná. Com renda domiciliar mensal per capita de R$ 2.647, o município lidera o ranking do interior do Estado e aparece atrás apenas de Curitiba, que registra R$ 3.138, entre os 40 municípios mais populosos.

O grupo analisado reúne cerca de dois terços da população paranaense e concentra a maior parte da atividade econômica estadual, com a diferença de renda domiciliar per capita entre os municípios chegando a 131%. No interior do Paraná, o contraste é ainda mais acentuado. A distância entre Maringá, no topo da lista, e Prudentópolis, que apresenta renda média de R$ 1.411, é de 87,6%.

Além do valor absoluto da renda, o levantamento do IBGE analisou a origem dos rendimentos das famílias. Em Maringá e em municípios do entorno, como Sarandi, aproximadamente 85% da renda domiciliar per capita tem origem no trabalho. Para especialistas, esse indicador é um dos principais sinais de dinamismo econômico, pois reflete menor dependência de aposentadorias, programas de transferência de renda e outras fontes não produtivas.

Segundo o diretor-presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), Jorge Callado, municípios-polo como Maringá concentram renda mais elevada em razão da estrutura produtiva e do perfil populacional. “São cidades com atividades econômicas que oferecem salários mais altos, maior presença de trabalhadores qualificados e uma população rural proporcionalmente menor”, afirma.

O professor Carlos Roberto Ferreira, do Departamento de Economia da Universidade Estadual de Londrina (UEL), destaca que a posição de Maringá no ranking estadual está diretamente relacionada à sua base econômica. “Maringá tem uma agroindústria mais forte e um mercado de trabalho mais diversificado. Isso ajuda a explicar por que a renda do município é maior do que a de Londrina, onde predomina o comércio, setor com salários mais baixos”, analisa.

Ferreira também observa que a presença de famílias de alta renda contribui para elevar a média municipal, especialmente em cidades que concentram atividades ligadas ao agronegócio e serviços de maior valor agregado, capazes de atrair profissionais qualificados e investimentos.

Alexia Alves
Foto – Reprodução

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