
Em parceria com a Prefeitura de Maringá, a Sanepar iniciou uma operação para fiscalizar mais de 700 estabelecimentos de lavagem de veículos, funilarias, mecânicas e estacionamentos, garantindo que os resíduos das lavagens sejam destinados corretamente à rede de esgoto. A ação envolve agentes da Sanepar, do Instituto Ambiental de Maringá (IAM) e da Agência Maringaense de Regulação (AMR).
Durante as visitas, são checadas documentação, estrutura física e equipamentos como caixas separadoras, canaletas e calhas, além da destinação final do efluente.
Segundo Vitor Gorzoni, gerente da Sanepar na Região Noroeste, o lançamento inadequado de resíduos prejudica o sistema de esgoto e o meio ambiente. “Estamos orientando os empresários para que operem dentro das normas ambientais. No final, quem ganha é o meio ambiente e toda a população”, destacou.
Mikaella Favaram, gerente de fiscalização ambiental do IAM, lembra que todos os estabelecimentos, mesmo os microempreendedores individuais, precisam de licença ambiental e carta de anuência da Sanepar. A fiscalização ocorre uma vez por semana, de forma intensiva, em toda a cidade, priorizando orientação e regularização, sem penalizar os empreendedores.
Proprietários como Fernando Vieira, de uma funilaria no Jardim Ipanema, elogiaram a abordagem: “O intuito é orientação. Seguindo as normas, todos ganham: empresa, prefeitura e meio ambiente.” Já empreendedores como Gleison Silva, dono de um lava-rápido no Jardim São Silvestre, precisarão atualizar documentação e solicitar a licença ambiental e a carta de anuência da Sanepar em até 60 dias.
Thiago Pavani, da AMR, explicou que a agência estuda emitir resolução para que situações irregulares encontradas pela Sanepar sejam encaminhadas diretamente ao órgão fiscalizador, reforçando a proteção ambiental em Maringá.
Da Redação
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