
O deputado estadual Goura defendeu o fortalecimento das políticas públicas para migrantes com impacto direto em Maringá, que figura entre os principais destinos da população estrangeira no Paraná. A manifestação ocorreu semana passada, durante o lançamento do Panorama Geral das Migrações no Paraná.
Segundo dados apresentados pela Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania do Paraná (Seju), o Estado é o terceiro do país em número de entradas de migrantes e refugiados internacionais entre 2010 e 2025, com 211.580 registros, o equivalente a 9% do total nacional. No cenário estadual, Maringá aparece como o quinto principal destino, com 6.116 registros, atrás apenas de Curitiba, Foz do Iguaçu, Cascavel e São José dos Pinhais.
Para Goura, o crescimento dos fluxos migratórios exige planejamento permanente também por parte dos municípios do interior. “A gente precisa entender os fluxos migratórios como uma política permanente do Estado. Esses dados demonstram que é essencial desenvolver políticas sociais de acesso à saúde, educação e trabalho para essa população, garantindo seu direito à cidadania”, afirmou.
O boletim aponta que, entre 2020 e 2025, o Paraná registrou aumento de 389% nas entradas internacionais, passando de 7.638 para 37.399 registros. O maior salto ocorreu entre 2020 e 2021 (124,6%), e de 2024 para 2025 o crescimento foi de 17,4%.
O secretário estadual da Justiça e Cidadania, Valdemar Bernardo Jorge, destacou que a força de trabalho migrante tem sido absorvida principalmente pelo setor de serviços, seguido pela indústria, comércio, construção civil e agropecuária.
Já o superintendente-geral de Governança Migratória, Gilberto Antonio Souza Filho, afirmou que os dados demonstram saldo positivo na geração de empregos, afastando a ideia de que migrantes ocupam vagas destinadas aos trabalhadores locais. Os principais fluxos migratórios no Paraná são provenientes da Venezuela, Haiti e Paraguai, além de países como Cuba, Colômbia e Argentina.
Da Redação
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