Início Destaques do Dia Maringá é a 12ª melhor cidade do Brasil em saneamento

Maringá é a 12ª melhor cidade do Brasil em saneamento

Paraná também se sobressai com seis cidades entre as 20 melhores do País

Maringá alcançou a 12ª posição no Ranking do Saneamento 2026, consolidando-se entre os principais destaques nacionais em abastecimento de água e tratamento de esgoto. O levantamento foi divulgado ontem, 18, pelo Instituto Trata Brasil e avalia os 100 municípios mais populosos do País.

O resultado representa avanço para o município, que subiu duas posições em relação ao ranking anterior, passando do 14º para o 12º lugar. Além disso, Maringá já apresenta indicadores próximos da universalização, com cerca de 99,4% de cobertura de esgotamento sanitário, muito acima da média nacional, de 56,7% na coleta e 51,8% no tratamento.

Outro destaque é a eficiência operacional. A Cidade registra baixos índices de perdas na distribuição de água, cerca de 22,78%, um dos melhores resultados do Brasil.

No cenário estadual, o Paraná também se sobressai, com seis cidades entre as 20 melhores do País: Foz do Iguaçu (9º), Maringá (12º), São José dos Pinhais (13º), Ponta Grossa (15º), Londrina (17º) e Curitiba (19º). Todas são atendidas pela Sanepar, que lidera o ranking entre as empresas do setor com o maior número de municípios bem posicionados, à frente inclusive da Sabesp, de São Paulo.

O desempenho está diretamente ligado ao volume de investimentos realizados. Entre 2021 e 2025, a Sanepar aplicou mais de R$ 9,5 bilhões em sistemas de água e esgoto. Apenas nas seis cidades paranaenses presentes no ranking, os aportes ultrapassaram R$ 786 milhões no último ano.

A companhia também projeta novos investimentos robustos, com mais de R$ 13 bilhões previstos entre 2025 e 2029, além de outros R$ 6,75 bilhões até 2030 para expansão e modernização dos sistemas.

Segundo o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, o avanço é contínuo. “O Paraná evolui a cada ano na busca pela universalização. Os investimentos em estações de tratamento e redes de coleta são fundamentais para garantir saúde e qualidade de vida à população”, afirmou.

O levantamento evidencia ainda a desigualdade nacional no setor. Enquanto os 20 melhores municípios apresentam média de 98,08% de coleta de esgoto e 77,97% de tratamento, os 20 piores registram índices inferiores a 30%.

Alexia Alves
Foto – Reproduçào

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